A Magia do Circo


Fui ao circo.
Sempre que posso vou ao circo.
Gosto de tudo o que é espectáculo, mas tal como o apresentador dizia, na magia do circo tudo pode acontecer.
No Coliseu, a quantidade e variedade de animais foi surpreendente. Nesta companhia tal como na do circo Atlas, a que também tive a oportunidade de assistir a convite do Jaime, foi lindo veríficar a forma como os animais foram tratados. Neste último, o domador dos leões numa atitude pedagógica, deu uma breve explicação sobre a forma como os leões eram domados.
Os números até podem ser já conhecidos, as meias das assistentes podem até estar remendadas, o mágico pode até entrar mais tarde, com outro nome a trabalhar com os cavalos, os materiais desgastados com a tinta a desfazer-se podem estar até visiveis aos olhos do público, mas o mais importante é que todas aquelas pessoas têm um carisma especial, trabalham com muito amor à sua arte e o circo, envolvido pela sua tenda ambulante, nunca deixa de ser mágico.
Nas duas companhias , a participação do público no espectáculo, acaba por se reflectir num maior envolvimento e atenção por parte dos espectadores.
O adulto mais engravatado, lá vai dizendo que o circo é para as crianças, mas se o é para crianças, é importante não abandornarmos a criança que existe em cada um de nós e continuarmos a ir ao circo.
As duas horas de espéctáculo, voam, como os trapezistas e quando por erro, são colhidos pela rede, o público aplaude, dando-lhes força para repetirem.
É nos olhos dos palhaços, que podemos encontrar a sensibilidade, a ternura e a rebeldia, que existe numa criança.


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