Madeleine

Madeleine desapareceu da residência que os seus pais tinham alugado para passar alguns dias de férias no Algarve. Se não é muito normal deixar três crianças de tenra idade sozinhas em casa, também não é vulgar alguém entrar numa casa e roubar uma criança.
É evidente que se esta criança não fosse inglesa, o caso não seria tão mediatizado. Por um lado é importante que a fotografia de Madeleine percorra o mundo, nem que seja como símbolo de todas as crianças raptadas e que teimam em não aparecer. Que a comunicação social não abandone a abordagem que tem feito sobre o desaparecimento desta criança. Que pressione para que as investigações não cessem. Por outro lado tenho algum receio que estas pressões obriguem a nossa Policia Judiciária a ter de mostrar algo que na realidade não tem. Segundo li hoje, a nossa P.J. já começou a utilizar os métodos pidescos de agressões nos interrogatórios que faz. O cidadão russo inquirido, já apresentou queixa na sua embaixada, por agressão física e psicológica. Tenho na memória os olhos roxos da mãe da criança desaparecida, a Joana, no Algarve. Os murros que levou dos inspectores.
A comunicação social tem também o dom de arrasar com a imagem de qualquer um. Quando dão para inventar não param. Ou muito me engano, ou estes suspeitos não têm nada a ver com o rapto da criança, mas aos olhos da opinião pública, já são os culpados de tudo. Já consultaram sites pedófilos e tudo mais. Lembro-me do professor do ensino básico que se suicidou, quando foi acusado de pedofilia com uma aluna e que provas posteriores o deram como inocente. Vamos esperar que as investigações decorram, mas por favor, se não têm nada a dizer, não se armem a arranjar bodes expiatórios em conferências de imprensa só para mostrarem trabalho. O mais importante é que esta criança apareça sã e salva.
É evidente que se esta criança não fosse inglesa, o caso não seria tão mediatizado. Por um lado é importante que a fotografia de Madeleine percorra o mundo, nem que seja como símbolo de todas as crianças raptadas e que teimam em não aparecer. Que a comunicação social não abandone a abordagem que tem feito sobre o desaparecimento desta criança. Que pressione para que as investigações não cessem. Por outro lado tenho algum receio que estas pressões obriguem a nossa Policia Judiciária a ter de mostrar algo que na realidade não tem. Segundo li hoje, a nossa P.J. já começou a utilizar os métodos pidescos de agressões nos interrogatórios que faz. O cidadão russo inquirido, já apresentou queixa na sua embaixada, por agressão física e psicológica. Tenho na memória os olhos roxos da mãe da criança desaparecida, a Joana, no Algarve. Os murros que levou dos inspectores.
A comunicação social tem também o dom de arrasar com a imagem de qualquer um. Quando dão para inventar não param. Ou muito me engano, ou estes suspeitos não têm nada a ver com o rapto da criança, mas aos olhos da opinião pública, já são os culpados de tudo. Já consultaram sites pedófilos e tudo mais. Lembro-me do professor do ensino básico que se suicidou, quando foi acusado de pedofilia com uma aluna e que provas posteriores o deram como inocente. Vamos esperar que as investigações decorram, mas por favor, se não têm nada a dizer, não se armem a arranjar bodes expiatórios em conferências de imprensa só para mostrarem trabalho. O mais importante é que esta criança apareça sã e salva.


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