Natália Correia



Natália Correia, foi das pessoas que sempre me fascinou. A sua irreverencia, o seu passado como antifascista aliado à poetisa sem preconceitos, a escritora de livros de poesia, romance e teatro.
Era muito bom ouvi-la, porque ela era uma mulher sem filtros, que dizia sempre o que pensava, sendo para si irrelevante o local ou a pessoa a quem se dirigia.
Ontem assisti a convite da autora e minha colega de profissão, Ana Paula Costa, ao lançamento da foto biografia de Natália Correia no Palácio das Galveias.
A apresentação esteve a cargo de Fernando Dacosta, que para além de referir o percurso da poetisa falou também de alguns episódios da vida da poetisa, “tão amada em grande por uns como odiada também em grande por outros”. Dizia o escritor a certa altura que “ quando Natália Correia foi condecorada com a Ordem da Liberdade pelo Presidente da República de então, Mário Soares, este fez-lhe alguns elogios ao seu aspecto físico de outros tempos, quando a Poetisa o interrompe com a frase: - Lá está ele... durante toda a minha vida só olhou para o meu corpo, desprezando o meu espírito-
Carlos Paulo e Cucha Carvalheiro foram recitando alguns dos seus poemas, intercalados com a apresentação de Ana Paula Costa.
Lembro-me de Natália Correia num programa em que Carlos Pinto Correia lhe faz uma pergunta mas adverte a poetisa a ser breve, visto não terem muito tempo e é interrompido pela interlocutora : - Vocês aqui na televisão têm a mania de mandar calar as pessoas, mas eu não me calo e vou falar o que me apetecer...
A obra apresentada parece ser de muito boa qualidade, juntando testemunhos de pessoas que de perto privaram com Natália, com um vasto leque de fotografias muito interessantes de várias épocas da sua vida.


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