erva daninha a alastrar

sexta-feira, outubro 20, 2006

Caldeirada


Manuel Pinho, ministro da economia, inicia a onda e diz que a crise acabou. Horas depois diz que a crise não acabou. O Seu secretário de estado anuncia que a electricidade vai aumentar 16% e que a culpa deste aumento é dos consumidores, que ficaram em dívida durante alguns anos. As facturas foram pagas, mas ele diz que ficámos a dever. No dia a seguir diz que teve um mau momento e o aumento fica pelos 6%. O programa do governo diz que não são criadas novas portagens. O ministro cria novas portagens. Sócrates diz que não vai haver mais aumentos de impostos. Sócrates aumenta mais meio por cento de desconto para a ADSE.
O Secretário de estado da educação quer pôr os professores na linha e diz que se quiserem algumas alterações na proposta do estatuto, então têm de estar caladinhos, não fazerem greves nem manifestações. Para a função pública o governo decidiu dar mais um aumento de 2 cêntimos no subsídio de almoço. Boa! Ficamos contentes.
Depois de toda esta arrogância de um governo com maioria absoluta do “quero”, “posso” e “mando” ( a mesma arrogância que ele, Sócrates, criticava em Cavaco) em que a regra é lixar os mais desfavorecidos, colocando de parte outra forma de resolver a crise, eis que surgem os iluminados que respondem às sondagens e dão a maioria ao partido do governo.
Portugal, ano 2006.