Políticas Educativas

Adorei a atitude da deputada do Partido Comunista, Luísa Mesquita, ao recusar as directivas do seu partido no sentido de renunciar ao cargo de deputada. O Jerónimo de Sousa quer um partido mais ortodoxo e como tal exclui todos os que estão á sua volta com ideias renovadoras. Aos poucos e poucos o Partido comunista vem-se aniquilando, distanciando-se da realidade. Jerónimo é em muitas atitudes semelhante ao novo papa, mais retrógrado e mais conservador que o seu antecessor, vivendo no seu próprio mundo.
Cavaco e Sócrates continuam o seu romance, cada vez mais apaixonados, pela mesma politica de direita. Dão entrevistas de elogios mútuos. Quem antes das presidenciais apelava ao voto em cavaco para haver um equilíbrio no poder, não sei o que dirá agora, quando o prato da balança pende apenas para um lado. Coitado do Marques Mendes, não tem qualquer papel no actual contexto político. A direita está no poder e o homem nada faz numa oposição sem espaço de manobra.
Carmona é muito simpático, sorri muito quando fala, é afável, mas como gestor da maior Câmara do país é uma nulidade política. Começou a ver que a única obra do seu mandato era da autoria de Maria José Nogueira Pinto e tratou de nomear para este projecto, alguém com quem a autarca já se tinha incompatibilizado. Resultado, a coligação de direita na Câmara de Lisboa acaba, deixando um ror de dívidas, obras embargadas e polémicas, uma gestão da EPUL catastrófica, e uma Câmara onde nada foi feito.


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