Rock In Rio
Fui ao Rock in Rio. Não tinha dinheiro para o bilhete, que na minha opinião é caro, mas tendo em conta o nível de artistas convidados, torna-se razoável. No dia 2 ofereceram-me o bilhete e adorei ver o Rui Veloso entregar-se a um público vibrante. Nunca tinha visto Carlos Santana e dei por mim a dançar ao som da sua música. Por fim Roger Waters, como era de esperar encantou com o som dos seus clássicos.
No último dia, ofereceram-me um bilhete Vip. À entrada fui gentilmente preso com uma pulseira verde. Entrei na tenda toda ela com uma decoração simples, mas inovadora e comecei a comer. Era à borlix, comida bebida sobremesas, entradas e saladas do melhor. Lá de cima, só se viam os artistas através das telas gigantes, mas dali ninguém arredou pé. Os sofás, os almofadões convidavam ao descanso confortável. De repente dou por mim carregado de quinquilharia, que nem sei se algum dia vou utilizar. Binóculos, lenços, capas, sacos e saquinhos e até capas para telemóvel tipo preservativo. Dou por mim a pensar porque é que nós portugueses aceitamos tudo o que seja oferecido, mesmo que depois, não o utilizemos. Há pessoas que fazem filas enormes, para ganharem uma camisola.
Anastacia e Sting foram por mim vistos cá de cima, mas antes de começarem os GNR aproximei-me o mais que pude do palco. Adoro este grupo, e o Rui Reininho, não dá só uso à sua voz, ele é também um actor criativo em palco. Começou por dizer que Timor precisa dos GNR. Cantou o Inferno do Roberto Carlos com uma versão pop muito bem conseguida, tal como a mistura do “bem vindo ao passado, com um “raper” pelo meio. Terminou e ninguém arredou pé. Não voltaram. O Rock In Rio volta em 2008.


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