Solidão

Solidão – “Estado de quem está só.” (dicionário Texto Editores one-line)
Quando se fala de solidão, vem-nos ao pensamento as pessoas idosas, reformadas ou viúvas, que vivem sós e que se queixam de tal situação.
Mas a solidão, não se verifica só nas pessoas de idade avançada. Crianças jovens e adultos, dizem cada vez mais, sentir-se sós.
Na era da globalização, em que as comunicações entre os povos se fazem cada vez mais instantaneamente, tudo fazia prever, que a solidão desaparecesse. Pode-se hoje ter o mundo à nossa frente na tela de um computador com a ajuda da Internet, falarmos com pessoas amigas ou que nem conhecemos, mas não termos o contacto físico com nenhuma delas. A estrutura da família também se modificou. Cada vez mais surgem pessoas que compram ou alugam apartamentos sozinhas.
Dentro dos vários tipos de solidão, destaco algumas que me parecem importantes. Primeiro a solidão involuntária, é como um estado “do nada”. A falta da presença do outro, com quem queremos partilhar, trocar, conviver e que devido à sua ausência nos vemos privados de o fazer.
A seguir vem o melhor da solidão, a solidão voluntária. Essa sim, eu gosto. Estar só, por querer estar só. Para além do privilégio de se estar só, não se ter de aturar os outros. Estas hibernações momentâneas, são para muitas pessoas, uma necessidade nas suas vidas. Como que um reabastecimento de energias.
Por fim, vem a pior das solidões, o estar só, no meio da multidão. Essa é terrível. A pior de todas.
Estranho que nenhum dos candidatos à presidência da república tenha falado sobre a solidão. Será que se encontram sós, no meio das multidões?


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