Saddam pelo petróleo

Saddam Hussein foi um ditador, para além de um assassino. Tratou mal o seu próprio povo. Durante anos reinou num país em que o poder politico e a religião se confundiam.
O seu grande azar, foi o Iraque ser um país com muito petróleo. Depressa os americanos fizeram do Iraque o seu campo de batalha, não para procurarem armas, não para tornarem o Iraque num país democrático, mas sim para manterem com os novos membros do governo boas relações de forma a poderem usufruir do petróleo ali existente.
Após um julgamento marcado por muitos incidentes, como a morte de advogados de defesa ou o afastamento de um juiz que não tinha propriamente a mesma visão política do actual regime iraquiano, Saddam é condenado à morte e executado como vingança dos crimes que cometeu. Matou, vai ter de ser morto. A pena de morte como solução natural dos problemas de uma sociedade que ainda se encontra em guerra. Uma guerra que está para durar e da qual a opinião pública americana se começa a cansar. Os grupos guerrilheiros instalaram-se no Iraque e tão depressa não vão de lá sair.
Saddam deveria ser penalizado pelos crimes que cometeu em prisão perpétua e não ter sido assassinado num espectáculo mediático com direito a cordas de enforcamento, como a estreia sinistra de uma única representação para o mundo.










