erva daninha a alastrar

domingo, fevereiro 10, 2008

Amor e outros desastres


Uma comédia inteligente sem recorrer aos estereotipo do riso fácil. Não sendo uma grande obra do cinema, é um filme leve, para descontrair e que se vê muito bem.

sábado, fevereiro 09, 2008

SECA



- Boa noite.
- Boa noite, vem para o voou das 21.45?
- Não, venho para o das 21.10.
- O próximo voou é ás 21.45.
- Desculpe mas no meu bilhete vem indicado 21.10 como hora de partida.
- Sim, mas o voou foi alterado. Como ia partir atrasado porque o avião ainda não estava cá, decidimos alterar a hora de voou e assim o avião já parte a horas.

Nem estava a acreditar no que me era dito pela funcionária da TAP, a companhia aérea onde se verificam mais atrasos nos voos e onde existem mais problemas na recepção das bagagens. Não me lembro de um avião ter partido à hora prevista. A incompetência, não sei a quem se deve, mãos o que é certo é que os horários não se cumprem. Então a TAP resolve a questão e altera à última da hora sem avisar os passageiros com a devida antecedência, alterando o horário previsto. Mesmo assim o avião de quarta-feira não saiu ás 21.45, mas sim às 22 horas. Mais seca no aeroporto.

quinta-feira, fevereiro 07, 2008

Rumo ao Sul


No dia de Entrudo, um velho amigo convida-nos para passar o dia no Alentejo. Agora, gestor de imobiliário, Rodrigo que pertencente a uma família de Brasão, ofereceu-nos um grande almoço na sua quinta da Baronia. Dispensou a criadagem, para estarmos mais à vontade e mostrou-nos a Vila, cumprimentando sempre quem passava, à boa maneira dos costumes alentejanos, numa terra em que todos se conhecem e partilham do cunho da solidariedade.
A paisagem composta pelas casas pequenas, sempre bem caiadas, revelam o brio com que os habitantes cuidam das suas moradias. A planície leva-nos a desfrutar uma sensação de liberdade, onde na linha de horizonte o céu e a terra se unem.
Viajámos depois até Viana do Alentejo, especialmente para conhecermos o novo palacete deste homem de sangue azul. Uma casa mobilada com uma decoração dos anos 50 e avaliada em alguns milhares de Euros.
Para além do agradável passeio, o convívio, as gargalhadas que damos sempre que nos juntamos, fizeram deste dia, uma fonte de energia para o regresso ao trabalho.
Esperemos que o Conde adquira um novo empreendimento, que nos convide para darmos a nossa opinião e que possamos de novo estar juntos muito em breve.


quarta-feira, fevereiro 06, 2008

Daqui P'rá Frente


Gosto de ir ver um filme e ter o cinema todo só para mim. Foi o que aconteceu hoje no King. Difícil e levar alguém comigo a esta sala de cinema. Os filmes que ali passam não são para todos, mas eu gosto da maior parte deles, por isso com ou sem companhia, não me privo de assistir aos filmes que gosto.
“Daqui P’rá Frente” é um filme que fala sobre um partido político em crise e de um casal que também vive um período difícil. Boas interpretações, com uma fotografia onde são visíveis muitas imagens da margem sul. O argumento também muito interessante faz deste filme uma referência sobre a altura conturbada em que vivemos e na saída que não se vislumbr






segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Resistir é Vencer


Com quatro anos de atraso, acabei de comprar o CD de José Mário Branco, depois de o ter ouvido no concerto. As canções deste álbum, não passam nas rádios, o que dificulta o seu conhecimento. Claro que não são músicas comerciais, mas a rádio que temos devia dar mais importância à boa música portuguesa.

domingo, fevereiro 03, 2008

Máquinas Malditas


Ontem fui ver Evil Machines no teatro São Luiz. Um espectáculo diferente em que as máquinas tentam destruir o homem. Uma crítica social ao poder que as máquinas têm na nossa vida. http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=319347&tema=32
Valeu pela criatividade.

sábado, fevereiro 02, 2008

O que um homem é capaz

Aproveitando as férias de carnaval, venho até ao Continente procurar fugir do carnaval. Por cá tento tirar partido do que posso.
Acabei de Assistir a um concerto de José Mário Branco, no Teatro Municipal de Almada. Canções recentes, canções mais antigas mas todas muito actuais. Parece que foram escritas ontem. O Charlatão, cantada pelo bastonário da ordem dos advogados, estaria perfeita, ou até mesmo dedicada a Sócrates, com tanta assinatura de projectos e mais projectos, negócios e mais negócios. Não com a voz de outros tempos, mas com a mesma alma, o mesmo sentir das canções que ia cantando, José Mário Branco, conseguiu arrancar da plateia totalmente esgotada, os aplausos merecidos. Ao meu lado, uma senhora perguntava ao marido, se já tinha passado uma hora, admirando-se do fim do concerto. Realmente passou num instante. Uma das canções que desconhecia, mereceu-me a máxima atenção. Aí fica o poema:
Do que um homem é capaz

Do que um homem é capaz
As coisas que ele faz
Para chegar onde quer
É capaz de dar a vida
Pra levar de vencida
Uma razão de viver

A vida é como uma estrada
Que vai sendo traçada
Sem nunca arrepiar caminho
E quem pensa estar parado
Vai no sentido erradoa caminhar sozinho

Vejo gente cuja vida
Vai sendo consumida
Por miragens de poderagarrados a alguns ossos
No meio dos destroços
Do que nunca onde fazer
Vão poluindo o percurso
Co’ as sobras do discurso
Que lhes serviu pr’ abrir caminho
À custa das nossas utopias
Usurpam regalias
P’ra consumir sozinho

Com políticas concretas Impõem essas metas
Que nos entram casa dentro
Como a TrilateralCo’ a treta liberal
E as virtudes do centro
No lugar da consciência
A lei da concorrência
Pisando tudo pl’o caminho
P’ra castrar a juventude
Mascaram de virtude
O querer vencer sozinho
Ficam cínicos, brutais
Descendo cada vez mais
P’ra subir cada vez menos
Quanto mais o mal se expande
Mais acham que ser grande
É lixar os mais pequenos

Quem escolhe ser assim
Quando chegar ao fim
Vai ver que errou seu caminho
Quando a vida é hipotecada
No fim não sobra nada
E acaba-se sozinho
Mesmo sendo os poderosos
Tão fracos e gulosos
Que precisam do poder
Mesmo havendo tanta gente
P’ra quem tudo é indiferente
Passar a vida a morrer

Há princípios e valores
Há sonhos e amores
Que sempre irão abrir caminho
E quem viver abraçado
À vida que há ao lado
Não vai morrer sozinho
E quem morrer abraçado
À vida que vai ao lado
Não vai viver sozinho.