erva daninha a alastrar

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Quem está doente?


Há temas que não aparecem por acaso. Dois psiquiatras resolveram dar uma entrevista ao “Público” a dizer que a homossexualidade pode ser tratada, como se de uma doença se tratasse. (Isto quando o governo aprova o casamento entre homossexuais). Logo uma serie de psiquiatras resolveram pedir um parecer à Ordem dos médicos para que se clarificasse a questão. A resposta foi obvia:
“Não há qualquer tratamento para a homossexualidade uma vez que se trata de uma variante do comportamento sexual e não de uma doença, diz o Colégio de Especialidade de Psiquiatria da Ordem dos Médicos (OM)”
O Colégio analisou a questão em resposta a um pedido do Bastonário da Ordem dos Médicos. Este parecer sobre a homossexualidade é estritamente técnico e relativo a uma área do comportamento humano que se reconhece como das mais complexas e menos conhecidas. O único consenso assumido é que a homossexualidade é uma variante do comportamento sexual, não é uma doença, por isso, não é passível de tratamento, nem o acompanhamento médico pode ser imposto a estas pessoas. Em jeito de conclusão, o parecer sublinha que cada caso é um caso. Os médicos não tratam grupos sociológicos, apenas indivíduos, e perante um pedido de ajuda os psiquiatras devem procurar a melhor resposta para cada pessoa em concreto.
Esta não pegou, o que será que os senhores que apregoam a moral e os bons costumes vão inventar agora?

terça-feira, dezembro 29, 2009

Depois das Aulas



Eu a minha mania de gostar de filmes que ninguém gosta. Hoje fui ao Corte Inglês propositadamente para assistir a este filme. Sorte a minha, estar a 30 quilómetros da única sala onde se pode ver esta película.
Adorei o filme. É preciso ter sensibilidade para aceitar a criação artística do realizador. O guião põe a nu toda a hipocrisia de uma estrutura fechada em si mesmo, que é a escola dita de elite. Muito bom mesmo!

sexta-feira, dezembro 25, 2009

Casamento Gay - A lei que descrimina



A lei agora aprovada em conselho de ministros e que irá para discussão na assembleia da república, vem com uma cereja envenenada no topo.
A ideia de não descriminar uma parte da população portuguesa, até que era bem intencionada. Deixar casar quem quer. O que me importa a mim que duas pessoas do mesmo sexo se casem? Se querem casar, que se casem, sejam felizes para sempre. A direita conservadora, constituída por tantos homossexuais escondidos dentro do armário, acha que o mundo vai desabar se tal lei entrar em vigor.
Mas esta lei vem dizer também que os casais homossexuais que vierem a contrair matrimónio, nunca, mas nunca, poderão adoptar crianças. Interrogo-me eu, porquê?
Terão receio que estes casais façam orgias com estas crianças? Ainda acreditam que os homossexuais são pedófilos? Ou será que pensam que por serem homossexuais irão transformar estas crianças em homossexuais também?
Há alguns anos que a maior associação de psicólogos do mundo vem dizendo que não existe problema algum em uma criança ser educada e crescer com um casal homossexual.
Hoje é possível que um homossexual, a viver só, possa adoptar uma criança. A um casal, isso não é permitido. Não tem sentido.
Deveriam ser os serviços da segurança social a determinar se duas pessoas casadas, independentemente das suas orientações sexuais, têm ou não condições para adoptarem uma criança. E esta lei, não deveria falar sequer em adopção,
A bem da não descriminação.