erva daninha a alastrar

terça-feira, fevereiro 28, 2006

As curtes de Carnaval


Não há muito a dizer, a imagem fala por si. Segunda feira de Carnaval. 6 eco pontos foram incendiados no Barreiro. No da imagem, os carros que estavam perto, também sofreram danos. Não percebo muito bem qual será o prazer em destruir algo que contribui para o bem de todos. Será que quem praticou tal acto é contra a reciclagem? Penso é que quem fez isto, nem sabe o que significa reciclar.

segunda-feira, fevereiro 27, 2006

A Rã e o Escorpião



O fogo crepita feroz e avassalador. Na margem do largo rio que permeia a floresta, encontram-se dois inimigos: a rã e o escorpião.
A rã prepara-se para o salto nas águas salvadoras. O escorpião que não sabe nadar, aterroriza-se ante a morte certa, estorricado pelas chamas ou impiedosamente tragado pelas águas revoltas.
Arguto e num esforço derradeiro, o escorpião implora:
Bela rã, leva-me nas tuas costas na travessia do rio!
Não confio em ti, o teu ferrão é mortal! - responde a rã.
Jamais faria tamanha ingratidão. Repara, se eu te picar é morte certa para os dois.
É verdade. - Pensou candidamente o bondoso batráquio. - Então sobe.
E lá começaram a travessia do rio. No meio da travessia, a rã é atingida no dorso por uma impiedosa ferroada. Estremecendo de dor e revolta, diz para o escorpião contorcendo-se:
Que maldade, não vês que assim morremos os dois?
Sim, - responde o escorpião, -Mas esta é a minha natureza.

(Fábula)

A Natureza das pessoas também as leva a proceder de determinado modo.

Jantar


A noite esteve animada e os amigos compareceram em grande número. Muitos e bons. O Daniel passou a tarde a cozinhar e a Cachupa estava mesmo muito boa. Para alguns foi a primeira vez, para outros nem por isso. Agradeço a presença de todos, incluindo os que percorrem muitos quilómetros para não faltarem a uma noite de convívio. O que se passou cá em casa? Mais escândalos, já sabem que aqui acontece sempre algo de anormal. O quê? Claro que não vou contar, tivessem aparecido. As outras fotos não são para publicar aqui, também envolvem pessoas casadas e podem ferir susceptibilidades.
Até ao próximo jantar!

sábado, fevereiro 25, 2006

José e Bibi


O advogado do Bibi, José Maria Martins continua a ser a estrela do Julgamento da Casa Pia. Começando por ter despedido António Vilar, o então advogado do arguido, que aliás o tinha convidado para com ele trabalhar no processo. Passando pelo facto de ter convidado um psiquiatra que afinal não era; de chegar quase sempre atrasado ás sessões de julgamento; de se ter metido numa casa na Av. das Forças Armadas, dela ter sido expulso e antes de cair no chão, ter pedido às câmaras para filmarem; da tentativa mediática de se candidatar à presidência da república; De ter chamado “os Trovante a tribunal” talvez porque pense que com música o julgamento é menos cansativo; a última, segundo a sic, foi ter considerado o julgamento uma grande palhaçada, e quando a Juíza o repreende pela forma agressiva como interroga uma testemunha, reage pedindo o afastamento da magistrada.
Ontem assisti na tv àquela imagem de homem obeso, a fumar e a deitar o cigarro para o chão, achando-se dono e senhor do julgamento.
Não, José Maria Martins, não é um actor dos malucos do riso, é simplesmente o advogado do principal arguido deste processo.

sexta-feira, fevereiro 24, 2006

Clínica dos Arcos

Ao passar os olhos hoje pelo jornal enquanto lanchava no café, qual o meu espanto quando me deparo com este anúncio.
“ Clínica dos Arcos
Interrupção voluntária da gravidez
0034924272892
0034924330101
Badajoz (Espanha)
Em Portugal 934726208 “
Por um lado, fico feliz por saber que uma mulher nestas condições, tem ao seu dispor este tipo de informação, por outro, entristece-me constatar que continuamos a ser o país mais atrasado da Europa, onde uma mulher ainda se tem de ausentar de Portugal, para poder usufruir de condições dignas num período da sua vida em que está a tomar uma decisão e decerto não o faz de ânimo leve.
Na altura do referendo à lei do aborto a sociedade conservadora de direita moralista com os padrecos da velha guarda atrás, diziam que o importante era a educação sexual na escola, era informar e prevenir a gravidez, promovendo o planeamento familiar. Esses são os mesmos que hoje condenam a distribuição dos preservativos nas escolas juntamente com a disciplina de educação sexual. A igreja católica ainda hoje é contra o uso do preservativo. “Contenham-se” dizem eles. Será que daqui a 2000 anos vão pedir desculpa pelas vítimas da sida?
Sou contra a interrupção voluntária da gravidez como método contraceptivo, mas critico a legislação vigente que obriga as mulheres a praticarem o aborto no vão da escada, sem qualquer tipo de assistência ou a sofrerem a humilhação da barra de um tribunal. Bem, nem todas as mulheres, porque as tias que têm dinheiro e que muitas delas até são beatas convictas de uma igreja católica decadente, entram no avião e vão a Londres, despejam e aproveitam para fazerem umas comprinhas.
A mulher é dona do seu próprio corpo e é a ela que cabe decidir o direito a uma vida digna para o seu filho. Será que ainda vai levar muito tempo até que nos aproximemos do resto da Europa?

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

Exemplar


Exemplar foi comportamento do vereador do Bloco de Esquerda da Câmara de Lisboa, José Sá Fernandes, a denunciar um dos administradores da empresa Bragaparques, que o tentava corromper.
Será que estas propostas de grandes empresários não serão feitas a outros autarcas? O exemplo deste autarca deveria ser seguido por todas as pessoas com sentido de responsabilidade. Só assim caminharíamos para um país moderno e evoluído

sexta-feira, fevereiro 17, 2006

Brincas às torturas



Assistimos impávidos e serenos, sentados nos nossos sofás a atrocidades cometidas desnecessariamente no decorrer de uma guerra sem sentido. Depois dos atentados assassinos às torres gémeas, o presidente americano constatou que o seu país não era tão seguro quanto ele próprio pensava. O que lhe veio à cabeça? Vingança. Depois de procurar o verdadeiro culpado numas montanhas de difícil acesso, chegou à conclusão que não o tinha encontrado. Mas depressa se virou para outro alvo mais fácil de vencer e onde interesses petrolíferos o aguardam. Convocou todos os países para uma guerra contra os iraquianos. Motivos? As armas de destruição que esse país detinha. A Alemanha, a França e outros países mais lúcidos, recusaram-se a seguir as ideias deste presidente criminoso.
Portugal fez o que tinha a fazer, colocou-se em bicos de pés, e o seu primeiro ministro Durão Barroso, fez de porteiro da Europa para receber os criminosos que em Portugal, decidiam atacar o Iraque. Depois de muitas buscas chega-se à conclusão que as armas de destruição tão perigosas, afinal... nunca existiram. O Presidente americano das gafes diz que não faz mal, não encontrou armas, mas destruiu uma ditadura. Será que a seguir vai destruir a ditadura à China? Ou a Cuba? O então primeiro ministro que passou o seu curto mandato a falar de Guterres e da sua fuga, apesar de o ter imitado e ter passado uma batata quente para as mãos de Santana Lopes, Nunca veio dar a cara pelas Armas que nunca existiram.
O instinto Sádico dos soldados iraquianos e Ingleses é agora revelado em fotos e filmes elaborados por eles próprios. Tudo isto revela o modo de diversão destes militares, na sua ocupação não legitimada pela ONU a um país como o Iraque.
Agora assistimos pela tv a torturas, humilhações e abusos dos inteligentes americanos e ingleses, para com o povo iraquiano que tanto sofreu com o seu ditador e continua a sofrer com os ocupantes.
Foi só uma forma de ocupar o tempo livre que dispunham.

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Má? ou Mé?

O tema da actualidade gira em redor dos cartoons de Maomé.
O nosso ministro Freitas do Amaral já veio anunciar a posição do governo português e saiu em defesa da liberdade religiosa, condenando os referidos Cartoons. Penso que religião de cada um deve ser respeitada. O respeito pelos direitos humanos deve também ser respeitado assim como o direito à liberdade de imprensa. O que a maior parte dos muçulmanos não conhece, são palavras como “democracia” e “liberdade”. É bom que os muçulmanos se comecem a habituar à ideia que existem outros que não pensam como eles e que inclusivamente não comungam da mesma Religião.
E será que se continuarem a cometer atentados contra inocentes o problema se resolve? Não será isto um pretexto para o uso indevido da violência? Vamos ser mais serenos e tolerantes , afastando os fanatismos venham eles de onde vierem.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Agradece o Beijo



Ana Zanatti, no seu último livro “Agradece o Beijo”, dá-nos a visão do país pequeno que ainda somos. Nele se enquadram as mentalidades repressivas e castradoras, a falta de respeito pelas mulheres e pelas crianças. Ao retratar a história de uma mulher, desde a gestação até à idade adulta, vai pondo a nu os preconceitos de uma sociedade que ainda não respeita as minorias. Uma mulher que se encontra submissa ao seu marido, mas que aos poucos consegue lutar pela sua autodeterminação.
A ideia de uma vida livre de tabus, deixando de lado os preconceitos sociais e morais, numa sociedade que ainda tem dificuldades em viver com a diferença, são as ideias que passam para o leitor deste livro.
Ana Zanatti está no seu melhor.

segunda-feira, fevereiro 06, 2006

Codinome Beija Flor




Pra que mentir
Fingir que perdoou
Tentar ficar amigos sem rancor
A emoção acabou
Que coincidência é o amor
A nossa música nunca mais tocou
Pra que usar de tanta educação
Pra destilar terceiras intenções
Desperdiçando o meu mel
Devagarzinho flor em flor
Entre os meus inimigos, beija-flor
Eu protegi teu nome por amor
Em um codinome beija-flor
Não responda nunca meu amor nunca
Pra qualquer um na rua beija-flor
Que só eu que podia
Dentro da tua orelha fria
Dizer segredos de liquificador
Você sonhava acordada
Um jeito de não sentir dor
Prendia o choro
E aguava o bom do amor
Prendia o choro
E aguava o bom do amor

Cazuza


Cazuza é uma referência na música Brasileira. Voltei a ver o filme “ O Tempo não Pára” que já tinha visto no Recife, agora em DVD. Um artiista em palco, um poeta, “Exagerado”. Pena o dvd não estar à venda em Portugal. Não deixem de ver este filme, se forem ao Brasil. Também posso emptrestar o dvd.

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Deixem as moças casar



Daqui a 50 anos, muitos são os que se vão interrogar com ar de admiração, o porquê da proibição do casamento de pessoas do mesmo sexo no ano de 2006. Da mesma forma com que nos interrogamos hoje em dia, do porquê da demora na abolição escravatura.
Esta direita conservadora dá-me vontade de vomitar. Ouvir da boca de Paulo Portas que os gays não têm direito a casarem entre si, é no mínimo hilariante.
A maior parte das pessoas ainda não entendeu que ninguém as quer obrigar a casar com pessoas do mesmo sexo. Existem é seres humanos que por acaso são do mesmo sexo e que se querem casar.
Eu que não sou apologista do casamento, espero que não apareça para aí alguma lei deste governo de direita que me obrigue a casar. O que é que eu tenho a ver com que outros se queiram casar?
Estas moças estão apaixonadas, lindas e frescas querem casar. Estão no seu direito. A constituição
da república permite-lhes satisfazer esse desejo, ao dizer que ninguém pode ser descriminado pela sua orientação sexual. Quantas pessoas heterossexuais se casam por interesse? Para mim o mais importante é o amor. Que mania tem este povo mesquinho em se itrometer na vida dos outros.
Nestes dois dias ouvi tanta palermice na rádio e tv, que pensei estar noutro planeta. Desde dizerem que o casamento serve para a procriação, que o maior perigo está no facto de poderem vir a adoptar crianças, que depois disto vem a bigamia... Socrates que antes de ser primeiro ministro dizia no Expresso que nestas coisas era muito liberal, agora manda os seus ministros dizerem que não vai haver nenhuma proposta de lei neste sentido. O Silêncio do P.C. é aterrorizador. A direita mais uma vez unida à volta de Sala.., desculpem, de Cavaco, lá vai dizendo que há outros assuntos mais importantes na agenda política. E assim vai Portugal, este país de brandes costumes, à beira do mar plantado. Haverá para aí algumas ervas daninhas afim de ameaçarem estas ervas doces de enjoar?

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

ISCE



Na Sexta Feira passada, terminou mais uma etapa na minha formação profissional e também pessoal.
Quando optei por fazer o meu complemento de formação no ISCE, muitos foram os que me alertaram para a falta de credibilidade deste instituto. Dois anos depois, pude comprovar precisamente o contrário.
Passados 17 anos sem estudar, voltei a fazê-lo para tirar o complemento de formação e poder assim ficar com uma licenciatura.
No primeiro dia de aulas, lembro-me que no intervalo fiquei a um canto do bar, tímido como sempre, a beber o meu sumo. Quando voltei à sala, a professora abordou-me e perguntou-me de que zona vinha, o que fazia tentando-me integrar no grupo. Uma professora muito observadora, excelente profissional e que se preocupa com os alunos, como se fossem da sua família. Família, é esta a palavra com que defino este instituto. Esta professora proporcionava debates na sua aula, em que eu raramente participava por estar quase sempre de acordo com as ideias da docente.
Não posso esquecer professores que me marcaram pela sua inteligência e pelo modelo pedagógico utilizado nas suas aulas. Os professores Luís Picado, Fernanda Carvalho,Runa, Nérida, Eva, a professora Ana Cláudia, com o seu estilo muito próprio, mas muito boa professora.
O ambiente entre colegas foi do melhor. O grupo das alentejanas amigo de ajudar, A Nany, que ficou a ser a minha madrinha, a Ilda, a Clara, a Carla, a Joaquina a Ana, a Laura sempre preocupada com os trabalhos, a Rosa, o grupo das Dimitrov e tantos outros colegas fizeram de cada sábado uma festa, com farinheiras, chouriços, bolos de chocolate, doces regionais ...engordei tanto...
Na especialização em necessidades educativas especiais que depois resolvi fazer, o ambiente já era um pouco diferente, mas também encontrei pessoas que adorei. O Pedro, a Fernanda Cachaço, a Carocha, a Xana, o Fernando a Joaquina, a Clara e tantos outros, com quem aprendi muito.
Os professores muito exigentes, mas excelentes profissionais, como O João Casal, Ana Boal, Ana Maduro com o seu ar fresco e renovador, Ana Moreira que me deliciou com as suas aulas mas que me fez passar dias a marrar, a minha orientadora da monografia a professora Catarina que me aturou e me ajudou a elaborar o projecto final.
A direcção do instituto, sempre teve a gentileza de saber ouvir os seus alunos e as suas reclamações
tentando sempre resolver os problemas que de vez em quando surgiam.
Os funcionários, como O Snr Rui, da secretaria, a Margarida das fotocópias e tantos outros, sempre estiveram à altura do instituto em que trabalham.
Na Sexta Feira, fui assistir à defesa da monografia dos colegas que faltavam apresentar. Até ir fazer o Mestrado, é destes dois anos que guardo recordações que davam para preencher 100 páginas deste blog.