erva daninha a alastrar

domingo, janeiro 31, 2010

Jô Soares diz Fernando Pessoa


Domingo, 17 horas e o Teatro Villaret quase cheio. O espaço foi escolhido por Jô Soares como forma de homenagear o companheiro Raul Solnado. Esta foi a primeira vez que assisti a um espectáculo ao vivo do humorista mais famoso do Brasil. Jô provou que é um actor no verdadeiro sentido da palavra, ao dar vida aos poemas de Fernando Pessoa, de uma forma tão descontraída e com uma pronúncia quase perfeita do português de Portugal. Um espectáculo muito interessante em que os cenários, a música e o próprio actor funcionaram como um todo. O público aplaudiu de pé e o actor regressou ao palco para um último poema.

sábado, janeiro 30, 2010

Nas Nuvens


Nas Nuvens
Um filme que fala de uma mochila. O peso que ela tem quando lá colocamos aquilo que mais gostamos, os bens materiais e os afectivos. E se decidirmos andar com a mochila mais vazia?
Um filme que retrata a sociedade em que vivemos, as reestruturações das empresas, e a viragem na vida que o desemprego provoca. Um filme que dá para pensar, é desses que eu gosto.

segunda-feira, janeiro 25, 2010

Velocidade Máxima


Uma peça de teatro muito arrojada, criativa e contestaria. Um texto de intervenção onde se fala dos problemas dos emigrantes no nosso país. Uma peça que nos chega a arrepiar. Ao longo da representação, o espectador apercebe-se do que se passa à sua volta e da impotência que tem para mudar a situação. Uma peça que põe a nu, este problema social que teimamos em não querer ver. Embora nem todos os participantes sejam actores, o espectáculo vale pelo seu todo. Desnecessária foi a intervenção do actor/encenador no início com a choradeira de não ter subsídio, ao mesmo tempo que criticava os grupos que dele usufruem. Tem 25 anos, ainda tem muito que trabalhar e a humildade não faz mal a ninguém.

sexta-feira, janeiro 22, 2010

Uma visia inoportuna

"Uma visita inoportuna", do cartonista, romancista e dramaturgo argentino Copi, em cena no Teatro Municipal de Almada, "transforma o trágico da vida numa comédia de morte", afirmou à Lusa o encenador, Philip Boulay. Esta é a última peça de Copi (pseudónimo artístico de Raúl Damonte Botana) e é escrita numa altura em que ele já sabia que tinha Sida e que morreria em breve. O que é interessante neste texto é que Copi transforma o trágico da vida numa comédia de morte, sempre com um tom pleno de elegância. É com elegância que ele se despede do teatro e do seu público.

terça-feira, janeiro 19, 2010

A Sabedoria Real


D. Duarte Pio, o sucessor ao trono real, segundo noticia o D.N., vem dar um ar da sua (des)graça sobre a adopção por casais homossexuais. Diz ele que se o casal homossexual for feminino, haverá condições para a educação de uma criança, mas se o casal for masculino, claro que não. E quereis saber porquê? Porque uma criança tem de ter sempre uma mãe.
Palavras para quê? É uma opinião da realeza portuguesa, que felizmente não passa disso.

domingo, janeiro 17, 2010

A Mãe

A Companhia de Teatro de Almada tem em cena a peça "A Mãe", de Bertolt Brecht, a sua primeira produção de 2010, encenada por Joaquim Benite e interpretada por um elenco de 18 actores encabeçado por Teresa Gafeira. Um texto que apesar de ter sido escrito há 80 anos, continua actual.

quarta-feira, janeiro 06, 2010

Veja Bem

Veja bem meu bem
Sinto lhe informar
Que arranjei alguém
Pra me confortar
E esse alguém está
Quando você sai
E eu só posso crer
Pois sem ter você
Nesses braços tais

Veja bem amor,Onde está você,
Somos no papel, Mas não no viver
Viajar sem mim, Me deixar assim
Tive que arranjar, Alguém pra passar, Os dias ruins

E enquanto isso,Navegando eu vou sem paz, Sem ter um porto,
quase morto, Sem um cais
E eu nunca vou, Te esquecer amor, Mas a solidão, Deixa o coração, Nesse leva e traz

Veja bem além, Desses factos vis, Saiba traições, São bem mais subtis
Se eu te troquei, Não foi por maldade, Amor, veja bem, Arranjei alguém, Chamado saudade

terça-feira, janeiro 05, 2010

Assassinato na China


Akmal Shaikh, o cidadão britânico com doença bipolar condenado à morte na China por tráfico de heroína foi executado a semana passada.
O homem de 53 anos, que recebeu a visita da família na prisão, diz não saber como é que quatro quilos de heroína foram parar à sua bagagem quando esta foi revistada na cidade Urumqi, no ocidente da China, em 2007. Segundo a filha, Akmal Shaikh, terá sido abordado por traficantes de droga na Polónia, que se aproveitaram do seu estado mental – que o fazem ter um comportamento “errático e extremo” – para o convencer de que poderiam fazer dele uma estrela pop na China.
A pena de morte é para todos. O que importa que sejam doentes mentais ou outros inimputáveis? Vai tudo para o corredor da morte.
E assim, mais um ser humano é morto pela ditadura Chinesa. As Organizações de defesa dos direitos humanos, falam que as autoridades chinesas se apressam em retirar os órgãos dos executados para os venderem ao melhor preço.
A China continua a cometer todas estas atrocidades aos olhos do mundo, que continua a assistir impávido e sereno. E convém não falar muito alto, não vá a China cortar as relações económicas que tem com o ocidente.

segunda-feira, janeiro 04, 2010

As Vidas Privadas de Pippa Lee


O primeiro filme que vi em 2010. Duas ideias com que fiquei: Todos nós temos o outro lado e devemos estar sempre disponíveis para amar.