sexta-feira, abril 27, 2007
quarta-feira, abril 25, 2007
25 Abril na TV

O 25 de Abril é hoje comemorado nos programas dos canais generalistas da SIC e da TVI, aqueles para atrasados mentais, numa forma desastrosa, como reflexo dos programas de entretenimento que são. Textos sem a mínima graça, que transformam a revolução de Abril em quase nada. Desrespeitando factos históricos, apenas com o intuito de fazer o que não conseguem – Rir.
A revolução teve como consequência, entre outras, esse privilégio da liberdade, da liberdade de escolha na produção de programas e na escolha do público pelos mesmos.
Ainda temos de crescer muito a nível cultural. Mas tenho fé que com o tempo vamos lá.
A revolução teve como consequência, entre outras, esse privilégio da liberdade, da liberdade de escolha na produção de programas e na escolha do público pelos mesmos.
Ainda temos de crescer muito a nível cultural. Mas tenho fé que com o tempo vamos lá.
segunda-feira, abril 23, 2007
Flores da Madeira

Podia falar do tipo de sociedade americana, tão pudica nalguns aspectos, mas que ainda não percebeu que ter armas à disposição de qualquer um, não é uma boa prática; como também podia falar do regresso de Portas que se dizia anti poder, mas que não vive sem ele; ou dos cuidados na alimentação que a maior parte dos portugueses não tem e que depois se reflectem em problemas cardíacos como o do Eusébio. Mas vou antes falar da festa das Flores da já minha Madeira. Linda que foi a festa com flores para todos os gostos, com muitos turistas e um cortejo muito animado. Tirei um montão de fotos. Aqui o tempo está óptimo e já dá para ir à praia ou à piscina, para quem não goste da pedra que substitui a areia. As esplanadas ficam cheias e a cerveja ou a poncha são presença habitual nas mesas. A qualidade de vida aqui é óptima, mas nesta altura supera todas as expectativas. A campanha eleitoral começou e com ela os cantores populares animam os comícios. Eu vou ver ao Caniçal minha Fáfá de Belém que adoro.
sábado, abril 14, 2007
Filosofia do país de Sócrates

Sócrates foi entrevistado na RTP.
Durante 50 minutos respondeu a perguntas sobre o seu percurso académico.
Como prova, apresentou em estúdio certificados de habilitações e recibos das propinas que pagou. Só faltou mesmo, levar o papel higiénico que usou na Universidade Independente.
Depois de várias difamações mesmo antes de ser primeiro-ministro, o país voltou a parar para assistir à novela Sócrates. O representante do maior partido da oposição, não consegue distanciar-se nem criticar as medidas politicas do governo e encontra neste tema a sua sobrevivência. Lamentável.
Não é fácil tirar uma licenciatura ou uma especialização em regime pós laboral. Os fins de semana que deixam de existir, o esforço que se faz para a seguir a um dia de trabalho ter aulas durante a noite e estudar para frequências e a elaboração de trabalhos ao fim de semana, não merecem de forma alguma este espectáculo mediático a que estamos a assistir. Não se valoriza a formação, o voltar à escola, o querer saber mais. Num país de gente mesquinha como o nosso, o que interessa é a intriga, o falar mal só por falar.
Se me viessem dizer hoje que a minha licenciatura tem a data da sua conclusão num domingo, feriado ou dia de Natal, estava-me borrifando para isso. Recibos das minhas propinas? Já foram para o lixo há muito tempo. Cumpri o plano de estudos aceite pela instituição. Problemas de datas não são meus.
Vamos falar de Sócrates pelo desrespeito que tem pelos mais desfavorecidos, pelas suas politicas de direita em que os grandes grupos económicos são privilegiados nos impostos que pagam, pela promessa que fez em empregar 150.000 pessoas e o desemprego continua a aumentar.
Durante 50 minutos respondeu a perguntas sobre o seu percurso académico.
Como prova, apresentou em estúdio certificados de habilitações e recibos das propinas que pagou. Só faltou mesmo, levar o papel higiénico que usou na Universidade Independente.
Depois de várias difamações mesmo antes de ser primeiro-ministro, o país voltou a parar para assistir à novela Sócrates. O representante do maior partido da oposição, não consegue distanciar-se nem criticar as medidas politicas do governo e encontra neste tema a sua sobrevivência. Lamentável.
Não é fácil tirar uma licenciatura ou uma especialização em regime pós laboral. Os fins de semana que deixam de existir, o esforço que se faz para a seguir a um dia de trabalho ter aulas durante a noite e estudar para frequências e a elaboração de trabalhos ao fim de semana, não merecem de forma alguma este espectáculo mediático a que estamos a assistir. Não se valoriza a formação, o voltar à escola, o querer saber mais. Num país de gente mesquinha como o nosso, o que interessa é a intriga, o falar mal só por falar.
Se me viessem dizer hoje que a minha licenciatura tem a data da sua conclusão num domingo, feriado ou dia de Natal, estava-me borrifando para isso. Recibos das minhas propinas? Já foram para o lixo há muito tempo. Cumpri o plano de estudos aceite pela instituição. Problemas de datas não são meus.
Vamos falar de Sócrates pelo desrespeito que tem pelos mais desfavorecidos, pelas suas politicas de direita em que os grandes grupos económicos são privilegiados nos impostos que pagam, pela promessa que fez em empregar 150.000 pessoas e o desemprego continua a aumentar.
sexta-feira, abril 06, 2007
gatos


Depois do PNR ter colocado um cartaz na rotunda do Marquês de cariz xenófobo, aproveitando a onda virtual salazarenta com que a RTP nos brindou, surge agora o cartaz dos Gatos Fedorentos, utilizando o humor, para com coragem expressarem o seu repúdio por atitudes xenófobas. É saber dar a cara por uma ideia, por valores em que acreditam. O Humor é isto mesmo, ter sentido crítico e saber colocar o dedo na ferida na altura certa.
quarta-feira, abril 04, 2007
Desertificação

Começaram por encerrar as escolas do primeiro ciclo, afastando as crianças das zonas mais desertificadas do nosso país. Seguiram-se as maternidades e revivemos os outros tempos com crianças a nascerem em ambulâncias e até mesmo em locais menos próprios para se dar à luz. Encerraram-se depois os hospitais e centros de saúde, aqueles lá mais para o interior, que têm menos movimento, tal como se fecha uma loja que não dá lucro. Agora são os tribunais. Devem seguir-se os bombeiros, as bibliotecas, os teatros, as juntas de freguesia, as câmaras, os correios, os bancos… As proibições na construção de edifícios e a proibição da procriação em certas zonas do país. Mas porquê viver no interior, se podemos todos viver no litoral ou nas grandes cidades com aquele cheirinho que sai dos tubos de escape dos automóveis? O governo poupa dinheiro e o défice fica reduzido. Sócrates descobriu a pólvora para rebentar o interior do país.



