erva daninha a alastrar

quarta-feira, janeiro 30, 2008

Piada de Cavaco


Na sua visita ao Convento de Arouca o nosso presidente resolveu mandar aquela piadinha seca, perguntando se a ASAE já ali tinha estado. Acompanhado pela mulher, a pseudo poetisa, que tem a mania que percebe de tudo, ao mesmo tempo que vai fazendo umas caretas e se incomoda com os microfones dos jornalistas. O nosso presidente está igual ao que sempre foi. Uma pessoa arrogante não o deixa de ser só pelo cargo que ocupa. Lembro-me da altura em que meteu uma fatia de bolo rei na boca quando um jornalista lhe fez uma pergunta mais incómoda. Mas afinal o que é que o Presidente quer? Que tenhamos um país atrasado, onde os direitos dos consumidores continuem remetidos para segundo plano? Que tenhamos as cozinhas dos restaurantes em estado deplorável sem sabermos em que condições se confeccionam os alimentos? Que os direitos de autor não sejam preservados e que se vendam 3 DVDs a 5 euros?
A ASAE é importante para termos um país mais moderno e civilizado e não deve parar nas suas inspecções, seja ao Convento de Arouca ou ao restaurante das irmãs Carmelitas.
O Presidente pode deixar as piadas para quem não sabe nada sobre os Lusíadas ou para quem sabe tudo e raramente tem duvidas. A ASAE veio para ficar.

sábado, janeiro 19, 2008

Tempo



Aqui na Ilha, os dias são calmos, solarengos e tranquilos. As noites são o que nós quisermos. Poderão ser calmas ouvindo os animais do campo, ou mais agitadas ao som da discoteca “Jamp” onde se pode ouvir música dos anos 80, agora sem fumo.
Da minha janela deparam-se duas imagens. A imensidão do mar que se confunde com o céu num azul uniforme e o aeroporto donde saem os aviões que me levam a quem mais gosto. O medo de andar nestes pássaros de ferro, embora em escala menor, ainda permanece.
Aqui, tempo aqui passa devagar. Aqui, o tempo ganha-se num jogo sem adversário.
O sol e os mistérios da ilha, aquecem o corpo e a alma numa constante dança dos sentidos.
A chuva, com a sua magia, aparece, desaparece e volta a aparecer em intervalos ora curtos, ora mais espaçosos, deixando o chão coberto de pétalas reluzentes.