erva daninha a alastrar

quarta-feira, setembro 27, 2006

Saúde?



Eu nem queria acreditar no que ouvia da boca do Ministro da saúde Correia de Campos. Vai implementar uma taxa nos hospitais públicos para as pessoas que estão internadas ou que vão fazer uma cirurgia. Motivo? É só para dar credibilidade ao sistema de saúde, refere o ministro que vai mais longe quando diz que desta forma os utentes tentam não ocupar muito tempo os hospitais e saem mais cedo dos internamentos. E pelos vistos vão evitar ser operados… Agora deu-lhe para pensar que os portugueses querem fazer dos hospitais, hotéis para passarem férias. O homem está bem da cabeça? Se não estiver bem, também não vai pagar a taxa para um hospital público, mas sim para uma clínica privada.
Eu não queria estar só a dizer bem da Madeira, mas aqui não se paga mesmo nada nos serviços de saúde.

domingo, setembro 24, 2006

Sábado à noite



No Sábado foi dia de jantar na casa da Anita e da Patrícia. Fiquei a saber que a Anita tem a mania das limpezas, daí a casa estar limpérrima. O jantar também estava o máximo e no final veio ter-me às mãos uma caixinha com um lombo assado no forno que dá muito jeito para aquecer no microondas durante a semana e outra com um pudim de maracujá divinal.
O Senhor João Tolentino, a sua mulher e a filha, têm sido adoráveis na nossa recepção. Desde o primeiro dia que chegámos à ilha sempre nos ajudaram. Na difícil missão de resgatar os nossos carros, como também na árdua tarefa de procurarmos casa. Eles são sem dúvida os representantes da simpatia e hospitalidade demonstrada pelos madeirenses.
A Clara estava tristinha porque tem o marido a passar multas no aeroporto de Lisboa, mas os filhos já estão adaptados à ilha. O Pedro, chegou só 63 minutos atrasado ao jantar, mas já nos disse que ia trazer a sua mota para cá.
Estava tudo muito bem preparado, mas o vinho não vinha para a mesa. “-Então o Vinho Anita? – Pois, não podemos servir vinho porque não temos saca rolhas” Estão a ver as desculpa para nós não bebermos vinho… lá foram comprar um saca rolhas ao Sá, que é uma cadeia de supermercados aqui da Madeira. Mas o vinho não aparecia, o saca rolhas tinha-se partido, foram trocá-lo e que veio voltou-se a partir. Já eram 5 umas da manhã quando começámos a beber o precioso líquido.
Depois do jantar ainda fomos beber uma “Pé de Cabra” a Água da Serra.

sexta-feira, setembro 22, 2006

Santa Cruz



Santa cruz é uma cidade calma. Zona de praia no sul da Ilha, está repleta de esplanadas e de turistas. O silêncio por vezes é quebrado pelos aviões que ainda despertam o olhar aos novos residentes. O tempo aqui è incerto. Pode estar a chover torrencialmente numa cidade a 7 quilómetros, e aqui estar um dia de sol fabuloso.
Provei a “Poncha” de maracujá Em Câmara de Lobos, é muito boa. E o Bolo de Caco, é um pão feito numa massa de forma redonda também muito apetitoso.
Vou experimentando a comida e conhecendo os sítios sem grandes pressas.

terça-feira, setembro 19, 2006


Em qualquer zona de Lisboa, quando encontramos um lugar e já estamos a estacionar o carro, eis que surge um arrumador, normalmente muito “chunga” com um jornal enrolado na mão e que nos diz que podemos estacionar. Embora exista uma lei que só permita arrumadores legalizados pelos municípios, a polícia fecha os olhos a tais “ajudantes” dos automobilistas. Muitas vezes lutam uns com os outros pelos lugares e por vezes chegam a confrontos físicos.
O automobilista para além de ter de colocar as moedas no parquímetro, vê-se obrigado a dar uma outra moeda ao arrumador. E não vale a pena dar menos de 50 cêntimos, porque isso é o mesmo que não dar nada, pela expressão destes arrumadores.
A maior parte dos condutores que gratifica os arrumas, só o faz com receio que o seu carro apareça riscado, caso contrário, não lhes dava um avo.Já percorri algumas cidades aqui na Ilha da Madeira e ainda não vi um único arrumador. Isso dá uma certa tranquilidade a quem conduz. Mas atenção, nem tudo é bom, pois uma hora estacionado no Funchal, o parquímetro come um euro e cinquenta e cinco cêntimos

segunda-feira, setembro 18, 2006

O Papa Passou-se

Este Papa disse ter transcrito as palavras de um imperador do Século XIV , mas que não se revê nessas palavras. Mas se não se revê nessas palavras ou ideias porque as proferiu? É uma pergunta à qual o Papa não conseguiu responder. Qual o interesse? É fomentar o ódio entre povos? Não seria mais sensato um Papa apelar ao respeito entre religiões? Ou serão os muçulmanos, todos criminosos e assassinos?
Como bom católico que é, o Papa devia pedir desculpa pelas palavras ofensivas que dirigiu aos muçulmanos, só lhe ficava bem.

sexta-feira, setembro 15, 2006

A Santinha Pinóquia

Mais de mil escolas do primeiro ciclo foram encerradas em todo o país. Quando é feita a pergunta à ministra da Educação o porquê de tal atitude, a ministra responde que as referidas escolas fecharam as suas portas por não terem condições. Não é verdade, as escolas encerraram porque têm poucos alunos. É um motivo completamente diferente, que pode até ser discutível. Então podemos perguntar, quantas e quantas escolas do litoral funcionam em condições miseráveis, sem aquecimento, degradadas e nem por isso encerram.
Por outro lado, este governo assumiu funções e teve como uma das suas bandeiras, o combate à desertificação. Mas que combate é este em que se retiram os mais jovens das aldeias do interior, arrastando também assim os próprios pais?
Este é mais um ano lectivo conturbado, com professores colocados em escolas e sem horários lectivos, injustiças nas colocações, escolas sem directivas para os prolongamentos horários das actividades extracurriculares. Temos um quadro do ensino especial em que é condição os professores terem a especialização para concorrerem, mas que depois se permite a colocação de dois mil professores sem especialização por destacamento. Temos um Ministério da Educação que teima em impor de forma arrogante as suas ideias, não negociando abertamente com os sindicatos.
Num aspecto este ministério vai muito bem. Adoptou um programa de cosméticos, maquilhando com muito cuidado as suas intervenções, procurando agradar aos encarregados de educação, colocando uma parte da sociedade contra os profissionais da educação e de uma forma demagógica lá vai como uma procissão em que no cimo do andor a ministra aparece com o ar de santa e salvadora da educação.

quinta-feira, setembro 14, 2006


















De que vale o céu azul
E o sol sempre a brilhar
Se você não vem
E eu estou sempre a esperar

Só tenho você no meu pensamento
E a sua ausência é todo o meu tormento
Quero que você me aqueça neste Inverno
E que tudo mais vá pró inferno

De que vale a minha boa vida de play-boy
Se entro no meu carro e a solidão me dói
Onde quer que eu ande
Tudo é tão triste
Não me interessa
O que demais existe
Quero que você me aqueça neste Inverno
E que tudo mais vá pró inferno

Não suporto mais
Você longe de mim
Quero até morrer
Do que viver assim

Só quero que você me aqueça neste Inverno
E que tudo mais vá pró inferno.


(Roberto Carlos)


Os GNR gravaram agora uma excelente versão desta canção de Roberto Carlos. Nelson Mota no seu livro “Noites Tropicais” que acabei agora de ler, contas as histórias dos bastidores da música brasileira desde os anos 60, com o início da Bossa Nova, até ao ano 2000 . Um livro que é um verdadeiro documento histórico na cultura brasileira.
Das várias alusões à ditadura militar que aterrorizou o Brasil, com os maiores criadores musicais obrigados a sair do seu país, muitas das letras tinham nas entrelinhas, recados e mensagens de forma a ludibriar a censura. O que eu não sabia é que esta foi uma letra feita com um duplo sentido, em que Roberto Carlos manda a ditadura para o inferno e não suporta viver sem a sua liberdade.

quarta-feira, setembro 13, 2006

Praia das Palmeiras


A Praia das Palmeiras em Santa Cruz fica em frente à minha casa. A sua água é quente e é nela que eu mergulho todas as tardes. Em vez de areia, tem pedras, o que é muito vantajoso, pois não existem peixes aranha e quando está vento não levamos com a areia na cara. Depois as madeiras onde nos deitamos, fazem muito bem á coluna vertebral. Estamos na praia e podemos ver os aviões a aterrar na pista do aeroporto. Temos tudo á mão. O Mercado, Multibanco, Esplanadas, e muita calma. É uma calma que em 15 minutos pode acabar se nos dirigirmos ao Funchal. Aqui temos a vantagem de ter tudo muito perto.

domingo, setembro 10, 2006

"Futebois"



O presidente do Benfica fala na TV. Diz-se vítima de uma campanha montada contra si e o seu clube. E muito à vontade, vai dizendo que é natural os presidentes dos clubes escolherem os árbitros para os jogos das suas equipas. Pinto da Costa também é escutado a escolher o árbitro preferido para um determinado jogo. Tudo com muita naturalidade, como se fosse a coisa mais normal do mundo. Porque é que a associação dos árbitros não fica responsável por nomear os árbitros para os jogos sem que os clubes se intrometam? Não seria mais isento?
Esse senhor Fiúza, já teve mais do que o tempo de antena que merece. Se entra num campeonato, deve respeitar as suas próprias regras. Já não há pachorra!

sábado, setembro 09, 2006

Madeira

A Ilha da Madeira é linda. As casas instalam-se desde o cimo da serra e espalham-se como um anfiteatro que se estende até ao mar. A ideia que se tem da ilha ser pequena, é pura ilusão. O nível de vida aqui é um pouco mais caro, o aluguer de um t1 no sul da ilha pode ir dos 350 a 600 Euros. Alugar carro por um dia são 100 euros.
A maior parte das pessoas gosta de ajudar os que vêm de fora. Existe aqui um espírito hospitaleiro muito grande.
Funchal é uma mistura de Lisboa com Algarve. Muito turismo, muita praia, mas de calhau. Isso é que é o mais difícil de enfrentar. Como me vou deitar em cima daquelas pedras todas?
É muito bom abrir a janela do quarto ao acordar e deparar-me com uma vista espectacular para o mar.