erva daninha a alastrar

terça-feira, outubro 31, 2006

Aborto - Será desta?

Alexandra Té-Té, Vanessa Có-Có , Milita Chi-Chi e muitas outras tias, todas de Chanel, estão de volta. Todas juntas pela vida. A favor da guerra, mas juntas pela vida. Ontem no Prós e Contras, ao contrário do debate sobre o estado da educação em que só houve prós, Zita Seabra viu-se confrontada com as suas ideias do tempo em que era comunista, e não conseguiu justificar como mudou de postura, como também não conseguiu explicar a fórmula mágica de criar uma lei que proibisse a interrupção voluntária da gravidez, sem punir as mulheres. As tias, numa atitude hipócrita querem ir a Londres fazer os seus abortos às escondidas, e estão-se nas tintas para as mulheres com menos recursos. Ironicamente falam na necessidade de haver mais informação e valorização do planeamento familiar. Não entendem que ninguém quer fazer do aborto um método contraceptivo. Além disso, com a nova lei, ninguém as obriga a abortar. Acho que a Zita Seabra levou mesmo uma injecção atrás da orelha, para ficar a pensar que a mulher ao saber na oitava semana o sexo do seu filho, a pode levar a interromper a gravidez. Os argumentos estão gastos, já demos para esse peditório. Apesar do Cardeal Patriarca de Lisboa, numa atitude muito digna, ter vindo dizer que a igreja deve manter uma atitude neutra sobre esta questão, estou convencido que a militância católica, irá conseguir unir os seus fieis em torno do “não” e que tudo irá ficar na mesma. Estamos num país atrasado, conservador e pouco aberto à Europa, talvez sintomas do salazarismo que vivemos há 30 anos atrás.

segunda-feira, outubro 30, 2006

Ó mar salgado,
quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos,
quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.

segunda-feira, outubro 23, 2006

António Variações (Homenagem) by COMME RESTUS


Esta insatisfação………
O YouTube, dá-nos a possibilidade de pesquisar vídeos das mais diversas temáticas. Este é uma colagem de temas interpretados por António Variações. Passados mais de 20 anos sobre a sua morte, a sua música contínua a ser pertinente.
O Corpo é que Paga…


CLICK


A falta que faz o King Triplex na Madeira. O cinema de autor aqui é quase inexistente. No Centro de Artes de Calheta lá passa um filme ao sábado e pouco mais.
O Cinema do Madeira Shoping pertence à Castelo Lopes e passa os filmes comerciais que também estão no Continente. Foi um desses filmes que fui ver, o Click.
É uma comédia com uma lição de vida que nos toca a todos. Quantas vezes somos incapazes de dizer às pessoas que gostamos isso mesmo, que gostamos delas? Quanto do nosso tempo perdemos por vezes com o trabalho ou com outras actividades, não dando atenção aos que gostamos e que precisam da nossa atenção? Pode este filme ter até uma mensagem moralista, mas consegue tocar o espectador, pondo em causa e criticando a sociedade em que vivemos.

sexta-feira, outubro 20, 2006

Caldeirada


Manuel Pinho, ministro da economia, inicia a onda e diz que a crise acabou. Horas depois diz que a crise não acabou. O Seu secretário de estado anuncia que a electricidade vai aumentar 16% e que a culpa deste aumento é dos consumidores, que ficaram em dívida durante alguns anos. As facturas foram pagas, mas ele diz que ficámos a dever. No dia a seguir diz que teve um mau momento e o aumento fica pelos 6%. O programa do governo diz que não são criadas novas portagens. O ministro cria novas portagens. Sócrates diz que não vai haver mais aumentos de impostos. Sócrates aumenta mais meio por cento de desconto para a ADSE.
O Secretário de estado da educação quer pôr os professores na linha e diz que se quiserem algumas alterações na proposta do estatuto, então têm de estar caladinhos, não fazerem greves nem manifestações. Para a função pública o governo decidiu dar mais um aumento de 2 cêntimos no subsídio de almoço. Boa! Ficamos contentes.
Depois de toda esta arrogância de um governo com maioria absoluta do “quero”, “posso” e “mando” ( a mesma arrogância que ele, Sócrates, criticava em Cavaco) em que a regra é lixar os mais desfavorecidos, colocando de parte outra forma de resolver a crise, eis que surgem os iluminados que respondem às sondagens e dão a maioria ao partido do governo.
Portugal, ano 2006.

quinta-feira, outubro 19, 2006

Uma treta em grande


Zé Pedro Gomes e António Feio protagonizam umas das maiores comédias portuguesas dos últimos anos. O cinema a que eu fui ver esta película estava quase cheio, o que raramente acontece em filmes portugueses. O humor utilizado pelas produções fictícias no filme fez-me lembrar em alguns momentos os antigos filmes portugueses com uma sensibilidade muito refrescante. A cena que faz alusão à tortura e morte dos animais era desnecessária, embora não ensombre a qualidade global do filme e das excelentes interpretações.

quarta-feira, outubro 18, 2006

Piquenique na Ilha

O Tempo Não Para!

A partir do dia 19 decorre em Lisboa um ciclo de cinema brasileiro, onde são projectados alguns dos melhores filmes feitos no nosso país irmão. Um deles é sobre a vida de Cazuza, “O Tempo não Pára” Tive a oportunidade de assistir a esse filme no Recife. A não perder mesmo!

terça-feira, outubro 17, 2006

Dia Mundial da Alimentação



Os dias mundiais comemorativos, passam-me quase sempre ao lado. Ontem, li no D.N. que foi dia mundial da alimentação. O jornal referia que o número de pessoas obesas já ultrapassou o de pessoas subnutridas. A Organização Mundial de Saúde está muito preocupada com a obesidade, que considera ser a epidemia do século XXI. Fico pasmado por esta organização não se referir neste dia, aos milhões de pessoas neste mundo que passam FOME.
Somos muito bons a preparar ataques terroristas com aviões, a encomendar guerras onde se gastam milhões, a preparar estadias na Lua para os mais ricos. As telecomunicações evoluem á velocidade do vento, a evolução a nível cientifico é hoje maior do que nunca. Será que não existe um sistema mundial que permita satisfazer as necessidades básicas de todos os seres humanos do mundo?

domingo, outubro 15, 2006

Super Mulher


Ana Brito e Cunha Fez chegar até á Madeira a peça de teatro “Super Mulher”, um monólogo em que a actriz se desdobrou em várias personagens numa representação muito interessante.
Na Ilha da Madeira, Embora existem salas de espectáculos, mas não conheço nenhuma companhia de teatro que mantenha em cartaz uma determinada peça.
Penso que seria uma boa ideia, o ministério da cultura ao subsidiar as companhias de teatro, bailado e outras, impor como condição, que os espectáculos fossem também representados por todo o país, porque afinal o respectivo subsidio é proveniente dos impostos de todos os contribuintes do país e não só dos de Lisboa ou Porto.

quarta-feira, outubro 11, 2006

MARCHA


Estive 5 dias em Lisboa e deu para participar na maior manifestação de professores em Portugal. Não há palavras para definir esta politica da ministra da Educação. Para além de não dialogar com os professores, tenta desmobilizá-los e afastá-los das orientações sindicais. A Comunicação social resolveu estar ao lado da ministra. É disso prova o vergonhoso debate no “Prós e Contras” em que o ministério da Educação se deu ao luxo de escolher e seleccionar os intervenientes. Pior do que na ditadura, porque aí sabíamos da existência da censura. Mas a resposta ficou bem clara com a presença em massa dos profissionais da educação numa quinta-feira, feriado nacional. A greve também é a meio da semana e pela primeira vez são dois dias. Os sindicatos querem negociar e não fingir que o fazem.

segunda-feira, outubro 02, 2006

A direita lusitana


Antes do referendo da interrupção voluntária da gravidez há 8 anos atrás, a igreja e a direita, com o apoio de Guterres, diziam que o importante era fomentar-se o planeamento familiar, a informação dos jovens e toda uma trampa de conversa da treta para tapar os olhos aos eleitores. O “não” ganhou e como é obvio nada de campanhas de informação ou programas de planeamento familiar foram implementados.
A mesma direita vem agora com falinhas mansas dizer que as mulheres condenadas são umas “coitadinhas”. Propõem então que elas não sejam condenadas mas que a lei fique como está. É o falso moralismo da direita lusitana.
Se realmente não querem que as mulheres passem pela humilhação dos tribunais e sejam presas, votem logo no referendo, o “sim” e acabem com essas tangas! Após dois dias, decidiram acabar com a ideia, depois de talvez se terem apercebido do ridículo que estavam a propor