erva daninha a alastrar

segunda-feira, março 31, 2008

Faça com camisinha



Depois de ter constatado um aumento considerável de casos de sida em jovens gays do sexo masculino entre os 13 e os 24 anos, o Ministério da Saúde Brasileiro lançou uma campanha de prevenção contra esta síndrome. A imagem principal da iniciativa faz lembrar o filme “Beleza Americana”, só que as rosas dão lugar aos preservativos.

domingo, março 30, 2008

A Gorda



Em termos sociais, criou-se o perfil do ser humano alto louro de olhos azuis. Tudo o que fuja ao padrão da beleza física já é olhado de lado pela sociedade.
A peça de teatro que está no teatro Villaret, A Gorda, relata precisamente esse tema. Muito bem interpretada, por excelentes actores, com uma encenação em que o cenário nos é dado em ângulos diferentes ao longo do espectáculo. Mesmo antes de viajar para a Madeira, ainda consegui assistir a esta peça a não perder.

Fado na Tasca do Careca


A minha amiga Rafaela adora fado. Ela, brasileira já conhece casas de fado em que os preços são mais convidativos e onde quem quer, pode cantar o seu fado preferido. O local foi “A Tasca do Careca, ali ao Saldanha. As vozes podiam não ter sido as melhores, mas o fado castiço fez-se ouvir por aqueles que o amam e que conseguem transmitir esse sentimento a quem lá vai.

UHF 30 Anos


Na Sexta Feira os UHF comemoraram os seus 30 anos de vida. A Aula Magna encheu com um público heterogéneo. Tocaram muitas músicas e outras tantas ficaram por tocar. Aquelas canções que ouvia quando andava no ensino secundário como os “Cavalos de Corrida”, A “ Rua do Carmo” entre outras, fizeram a plateia levantar. Sarajevo foi tocada em parceria com o António Vitorino de Almeida..Grande maestro. A classe com que tocou, a relação que estabeleceu com o piano foi impressionante. Grândola Vila Morena, fez arrepiar, numa versão muito bem conseguida. Duas horas e meia depois foi a “desbunda total” tal como apelidou António Manuel Ribeiro, com todos os convidados em palco e o público ao rubro. Boa prenda este concerto, que vai ficar na história dos históricos.

sexta-feira, março 28, 2008

Dia Mundial do Teatro - A Separação

Um casal aparentemente feliz muda-se para um apartamento novo. Quando, após um dia de trabalho, a mulher regressa ao lar, a descoberta de um bilhete anónimo vai desencadear uma série de situações divertidas e inusitadas.Numa noite em que as mentiras, as frustrações e as expectativas das pessoas são questionadas, uma discussão acaba por transformar um pequeno mal entendido numa separação iminente.
Uma peça de teatro que aborda problemas sociais interessantes em forma de comédia.

quinta-feira, março 27, 2008

CCB Quarta-Feira



A Compagnie 111 traz o novo circo de volta ao CCB para uma aventura com dois grupos de acrobatas chineses da cidade de Dalian: Troupe Acrobatique e a ópera de Pequim. Com sólidos geométricos, os artistas vão interagindo ao som de música Chinesa e esta interacção entre o homem e o objecto é ainda mais fantástica devido à criatividade na montagem do espectáculo expressa durante uma hora e vinte minutos.

terça-feira, março 25, 2008

O Livro do Pedro


Manuela Bacelar é a autora do livro do Pedro. A ideia de contar a história da família de uma criança que é criada dois pais parece ser interessante. Dar a conhecer a um jovem que a família pode também ser constituída por dois seres do mesmo sexo e colocá-lo a viver com esta realidade, é estar a contribuir para a abertura dos horizontes do leitor. Penso no entanto que durante a narrativa deste livro, nada acontece. A menina sai para passear com os pais, que lhe dão bastante afecto e pouco mais. A oportunidade de se contar uma história com norma, com o referido desvio à norma e com um final, acaba por não acontecer. Fez-me lembrar os livros da Anita, em que é tudo muito bonito e onde também nada acontece. Valeu a intenção

sábado, março 22, 2008

Lisboa Invisível


O Teatro de São Luiz, ao comemorar o Ano Europeu do Dialogo Intercultural, promoveu o ciclo “Outras Lisboas”, encomendando a três grupos de teatro, peças sobre as imigrações Africanas, Brasileiras e dos países de Leste em Portugal.
Ontem assisti à peça de teatro “Lisboa Invisível” pelo Grupo de Teatro Meridional, www.teatromeridional.net que retrata muito bem, as vivências dos imigrantes africanos no nosso país. Um grupo de bons actores, montam os cenários em palco, cantam, dançam, praticam desporto, choram e riem durante mais de hora e meia. Na peça são referidos dados estatísticos de arrepiar, onde são revelados os preconceitos que ainda temos em relação aos africanos. Uma peça a não perder.

sexta-feira, março 21, 2008

Maria João, Mário Laginha

O Hot Club fez 60 anos. Fui ver a Maria João e o Mário Laginha no S. Jorge.
Uma cantora incrível, que conseguem em fracções de segundo, transformar os graves em agudos, ao mesmo tempo que utiliza uma expressão corporal já característica. Muito bom o concerto onde também estiveram Manuel Alegre, Mariano Gago, ministro da cultura, entre outras figuras públicas.

quinta-feira, março 20, 2008

Estes Oscares não são para este filme


Podia até ter ganho os Óscares todos, mas não gostei do filme “Este país não é para velhos”.Um psicopata que passa o filme a perseguir uma mala de dinheiro e que vai matando quem lhe aparece pela frente, não é um argumento original e o sangue gratuito que vai inundando tudo e todos é proveniente de uma violência sem limite. O argumento não me diz nada. Bom desempenho dos actores, fotografia não muito criativa e pouco mais nos resta deste filme decepcionante

terça-feira, março 18, 2008

A Noite Árabe e La Strada




No Domingo fui assistir a duas peças de teatro. A Noite Árabe e La Strada.
A Noite Árabe fala da solidão de uma cidade, onde as pessoas vivem em prédios altos, muitos andares, mas onde ninguém se encontra. Personagens que se cruzam, mas que não comunicam e se acabam por perder no labirinto das escadas do prédio, ou que se vêm presos no elevador ou até mesmo numa garrafa de conhaque.
Um conjunto de actores com interpretações uniformes, e uma encenação muito inteligente, fazem desta peça de teatro um espectáculo a não perder.
La Strada, uma adaptação cinematográfica, deixa muito a desejar. Não conheço o argumento do filme, mas o texto da peça parece-me bastante fraco. O trabalho dos actores é razoável, mas este trabalho faz lembrar um exercício de fim de ano duma escola secundária.

terça-feira, março 11, 2008

Que Força é esta?


Roberto Carneiro, quando foi ministro da Educação, antes de propor a sua reforma legislativa à Assembleia da Republica, enviou-a às escolas, para que os professores a pudessem debater e discutir, aceitando ainda sugestões à referida proposta.
Maria de Lurdes Rodrigues acha que sabe tudo. Possuidora de uma lucidez pedagógica acrescida, esta senhora recusa-se a dialogar e acha que não tem de mobilizar os docentes
Para as reformas em curso. Começa por duvidar que os sindicatos representem os professores. Os 100.000 que protestaram numa marcha organizada pelas estruturas sindicais deram-lhe a resposta. Como socióloga que é, devia tirar ilações desta movimentação.
Pelo que vejo na comunicação social, raros são os professores que conseguem dizer concretamente pelo que lutam e a mensagem dificilmente passa.
É preciso fazer saber, que pessoalmente não concordo com um sistema de avaliação em que sou avaliado pelas notas que dou aos alunos, e pelos alunos que eventualmente desistam da escola. Se tornasse a escola mais atractiva, talvez o abandono diminuísse. Não aceito que a avaliação seja feita pelos pares. Eu sei que quer ver guerras na escola e vinganças mesquinhas. Não aceito as avaliações por cotas, em que as injustiças prevalecem. Não estou de acordo com a forma como se fazem as substituições pois na maior parte das vezes os professores que substituem os colegas, apenas fazem de animadores.
Sei que os pais lhe agradecem a escola a tempo inteiro, pois não têm de pagar A.T.L. nem se chateiam com os trabalhos de casa, descartando-se dessa forma do seu papel pedagógico, de referência e de modelo, deixando de acompanhar os filhos no processo educativo. Noutros países da Europa, os horários do primeiro ciclo são das 8 ás 14, ou ás 15 e não é pelo facto dos alunos passarem um dia inteiro na escola que aprendem mais.
Sou pela escola inclusiva e por isso não posso concordar com o decreto lei 3/08, em que exclui da educação especial centenas de alunos com dislexia, hiperactividade, sobredotados e alunos com dificuldades de aprendizagem permanente entre outros.
Sou contra a falta de autoridade que fez passar para a opinião pública relativizando o papel do docente. Os resultados são visíveis e as estatísticas não mentem. Quase todos os dias são agredidos professores na escola. Discordo com o papel do professor que na sua componente não lectiva tem de estar a tomar conta de alunos no recreio ou no refeitório, quando deveria estar a preparar aulas e a desenvolver o verdadeiro trabalho não lectivo.
Mas o ódio que este ministério tem aos professores não se fica por aqui. O que teria passado pela cabeça da ministra quando decidiu proibir os professores de virem a ser
gestores das escolas? Claro que recuou nesta decisão, pois devia ter pensado que o exagero era demasiado evidente.
Os colunistas da praça decidiram entrar no jogo da ministra. Emídio Rangel apelida-nos de “hooligans” , Este senhor sabe perfeitamente que os professores não utilizam berbequins para abrir portas de rádios, nem espancam directores de jornais como forma de resolver os seus problemas. Num país livre, o direito à manifestação e à indignação ainda é consagrado pela lei.
Escrever leis num papel é fácil. Difícil é estar no terreno e verificar a sua aplicabilidade.
QUREMOS REFORMAS, QUEREMOS MUDANÇA, mas uma mudança que favoreça realmente os alunos no processo ensino aprendizagem e que valorize o papel do professor como membro fundamental na dinâmica educativa.
E não se faça passar para a opinião pública que os professores não querem trabalhar, que não querem ser avaliados e que estão contra as aulas de substituição. Queremos isso tudo, mas em conteúdos diferentes, a favor de uma escola pública de qualidade.

segunda-feira, março 03, 2008

Jantar 26-02


Vieram tribos, cubanos, misturadas com as da Madeira
Evitaram o fim de semana e curtiram todos à maneira.
O jantar foi em terra, mas com vista para o mar
E foi à luz da vela, com a noite ainda a começar.

No dia daqueles anos, houve jantar e perfume no ar,
O vinho correu à farta e as gargalhadas não pararam de soar.
Com tão belas princesas, a noite foi arrasante.
Um fondeu de chocolate tornou tudo mais brilhante.