Ney no Casino

O Casino de Lisboa está lindo.
As salas são grandes, as máquinas e roletas, encontram-se rodeadas de pessoas de todas as idades e sexos, tentando ganhar algum dinheiro e com ele a felicidade, nestes tempos de crise.
Recordo-me das palavras de Santana Lopes, que prometia no seu mandato como presidente da Câmara de Lisboa, dar uma nova vida ao Parque Mayer, construindo teatros e reabilitar aquele espaço, transformando-o num local de diversão recreio e cultura. Para isso Santana Lopes propunha em simultâneo a construção de um casino, para que as receitas do jogo fossem utilizadas na manutenção do referido espaço.
Passaram cinco anos e o Parque Mayer continua na mesma, mas o Casino aí está!
Está mais que provado que o jogo leva a criar indivíduos adictos, fomentando o vício que depois como qualquer outra droga, leva anos a tratar. Quantas pessoas não destroem as suas vidas no jogo? É aliciante ao princípio e com apostas a 10 cêntimos, qualquer um pode experimentar. Está no centro da cidade, com transportes públicos e têm várias máquinas de multibanco à disposição.
Eu por mim prefiro o outro lado dos casinos, os espectáculos.
Ontem vi o Ney Matogrosso. Os seus 64 anos não o impedem de ter uma voz afinada e um corpo sensual. Cantou as músicas do seu último algum, sem plumas mas com umas calças pretas bem justas de um veludo luzidio e um camiseiro aberto no peito, com brilhantes nos ombros. Encanto em Qualquer Canto é o nome deste espectáculo em que canta músicas já antes gravadas, mas agora acompanhadas à viola por quatro elementos entre eles o português Pedro Joia.
E para os que, como Pacheco Pereira, dizem que os cravos vermelhos estão fora de moda, aí está a resposta de Ney, cantando a sua última canção com um cravo vermelho junto ao microfone.
















