erva daninha a alastrar

sábado, abril 29, 2006

Ney no Casino



O Casino de Lisboa está lindo.
As salas são grandes, as máquinas e roletas, encontram-se rodeadas de pessoas de todas as idades e sexos, tentando ganhar algum dinheiro e com ele a felicidade, nestes tempos de crise.
Recordo-me das palavras de Santana Lopes, que prometia no seu mandato como presidente da Câmara de Lisboa, dar uma nova vida ao Parque Mayer, construindo teatros e reabilitar aquele espaço, transformando-o num local de diversão recreio e cultura. Para isso Santana Lopes propunha em simultâneo a construção de um casino, para que as receitas do jogo fossem utilizadas na manutenção do referido espaço.
Passaram cinco anos e o Parque Mayer continua na mesma, mas o Casino aí está!
Está mais que provado que o jogo leva a criar indivíduos adictos, fomentando o vício que depois como qualquer outra droga, leva anos a tratar. Quantas pessoas não destroem as suas vidas no jogo? É aliciante ao princípio e com apostas a 10 cêntimos, qualquer um pode experimentar. Está no centro da cidade, com transportes públicos e têm várias máquinas de multibanco à disposição.
Eu por mim prefiro o outro lado dos casinos, os espectáculos.
Ontem vi o Ney Matogrosso. Os seus 64 anos não o impedem de ter uma voz afinada e um corpo sensual. Cantou as músicas do seu último algum, sem plumas mas com umas calças pretas bem justas de um veludo luzidio e um camiseiro aberto no peito, com brilhantes nos ombros. Encanto em Qualquer Canto é o nome deste espectáculo em que canta músicas já antes gravadas, mas agora acompanhadas à viola por quatro elementos entre eles o português Pedro Joia.
E para os que, como Pacheco Pereira, dizem que os cravos vermelhos estão fora de moda, aí está a resposta de Ney, cantando a sua última canção com um cravo vermelho junto ao microfone.

terça-feira, abril 25, 2006

Poesia na Revolução


Na minha cidade, Barreiro, comemorou-se o 25 de Abril. Outra coisa não era esperada.
Nesta altura as palavras repetem-se. Na generalidade dos municípios esta data foi comemorada. Jorge Palma o poeta cantor compositor e interprete, esteve imparável com uma vontade enorme de cantar. Frágil, sentiu-se frágil, mas cantou como nunca.
A madrugada de Abril, começou com ao som dos poemas cantados e tocados por um homem livre.
Enquanto houver estrada para andar, a gente vai continuar...

segunda-feira, abril 24, 2006

António Variações




De Braga a Nova Iorque é o título do Novo CD de António Variações posto hoje à venda. O artista que dizia querer ficar na história, nem que fosse na história de uma parede de casa de banho, vem com este disco, editado 22 anos depois da sua morte, provar que ficou na história da música portuguesa. Composto por todas a músicas já editadas e também por algumas maquetas que deram origem às versões das músicas gravadas pelos Humanos, fazem também parte desta edição, a faixa, “Comprimido” , a canção com que apareceu pela primeira vez no Passeio dos Alegres, vestido de aspirina e a atirar smarties para o público. O “Não me consumas” aparece numa versão ao vivo no Rok Rendez Vous.
Se no princípio da sua carreira a crítica teve alguma dificuldade em catalogar este compositor, autor e interprete, que conseguiu fundir a música tradicional portuguesa com o rok, hoje unanimemente se rende a seus pés.
O nome deste trabalho surge de uma sugestão que Variações deu aos músicos aquando das gravações do seu primeiro álbum, nos arranjos de uma canção, disse que queria um estilo entre Braga e Nova Iorque.
Para além deste trabalho, seguem-se ainda dois livros, uma biografia e uma foto biografia, bem como um filme que está já a ser preparado.
Variações veio dar um pouco mais de colorido a um país que na década de 80 era ainda muito cinzento. Era uma figura popular e gostava de falar com as pessoas na rua quando o reconheciam.
Quando no final de um espectáculo lhe estendo a mão no camarim para o cumprimentar, ele não me aperta a mão, dá-me antes um grande abraço como se já me conhecesse há muito tempo.
Foi sempre um artista muito à frente do tempo em que viveu, daí as letras das suas canções continuarem tão actuais.
Quando questionado pelo jornalista se a sua forma de estar na vida é uma provocação, Variações responde:
“O que é preciso é mexer com as pessoas, fazê-las pensar, alargar as suas vias de vida, fazê-las reflectir, ajudá-las a libertarem-se de coisas ridículas, mesquinhas, fechadas, idiotas e tirar-lhes uma máscara que não é possível manter nos tempos que correm.”
Nada tão simples como:
“Muda de vida se tu não vives satisfeito...”

domingo, abril 23, 2006

Mulheres no Parlamento



Terão as mulheres capacidade para assumir funções politicas, de estado, ou como deputadas na assembleia da república? Exemplos de mulheres nesta área não faltam, mas infelizmente em muito menor número do que os homens.
A lei agora aprovada no parlamento, que obriga os partidos a terem nas suas listas uma percentagem mínima de mulheres parece ridícula, mas face à realidade é necessária. Os partidos deveriam voluntariamente ter em atenção a participação na vida politica activa de elementos do sexo feminino.
O desespero com que uma grande parte dos deputados que votaram contra esta lei, prende-se também com o facto de eles próprios começarem a perceber que poderão perder a sua cadeira de deputado para dar lugar a uma mulher. O espírito de homem macho, faz-se agora sentir.

quarta-feira, abril 19, 2006

Desatre na na TVI






Não conhecia o jovem actor de novelas Francisco Adam, falecido naquele drástico acidente de viação. Percebo a mágoa sentida pela população que diariamente assiste à novela Morangos com Açúcar, principalmente o público mais jovem.
A estrada continua a matar e não fosse esta uma figura conhecida do grande público, seria apenas mais uma vítima mortal no período da Páscoa.
Não se percebe muito bem como é que a T.V.I. tenta transformar esta morte numa angariação de audiências. Como é possível conceber, que esta estação televisiva tenha dado cobertura em directo ao cortejo fúnebre da referida vítima? Quantas figuras do meio cultural não tiveram a referida cobertura? Segundo os jornais de hoje, o helicóptero utilizado para as filmagens aéreas fez um ruído ensurdecedor incomodando todos aqueles que desejavam silencio naquele momento.
Para finalizar, a T.V.I. cobrou alta quantia à SIC pela exibição de imagens de Francisco Adam.
A luta pelas audiências, pelo dinheiro, não olha a meios para atingir fins. Que triste!

domingo, abril 16, 2006

Praia

sexta-feira, abril 14, 2006

O Juiz decide


O Juiz decide, está decidido.
Portugal vai ter de novo nas escolas as palmatórias e as orelhas de burro. Mas desta vai haver uma inovação, porque alguns juízes não brincam em serviço. Agora para ir ao quarto escuro, não precisa de se deslocar ao Bricabar, pois em cada escola, vai existir um! As práticas neste quarto vão ter como especialidade o Sado masoquismo. Professores a enfardar nos alunos, que por sua vez vão estar amarrados a não se sabe muito bem o quê. É assim que este país anda para a frente. Disciplina meus amigos.
Não sei onde é que o juiz, que diz ser normal na educação os castigos corporais, tirou o seu curso de pedagogia, porque eu nunca estudei um pedagogo que defendesse estas práticas na educação.
Alguns Juízes, acham-se donos da sabedoria absoluta, mesmo em áreas que não dominam e não se inibem nas suas sentenças de dar lições de moral a quem os obrigatoriamente tem de escutar. Carregados de um conservadorismo extremo, não creio que tenham o direito de influenciarem os outros a viverem como eles próprios vivem.
Lembrem-se que a vossa função é julgar à luz da lei e não colocarem em causa a educação de uma criança.
Senhor Juiz, por acaso já leu os direitos da criança?

Faltas a Vermelho


Os Senhores deputados quiseram antecipar as férias e uma grande parte impediu com a sua ausência, que a assembleia tivesse o número de presenças suficiente para que pudesse haver sessão. Que exemplo tão triste para quem representa o povo português.

quarta-feira, abril 12, 2006

O Sossego da Mama



O negócio dos infantários em Portugal está para dar e durar. Mesmo com o ministério da educação a querer prolongar os horários para que as crianças passem mais tempo nas escolas públicas, estas instituições particulares não param de aumentar.
Enquanto que para alguns proprietários, o prazer de abrir um jardim-de-infância se prende com a possibilidade de colocarem em prática teorias pedagógicas inovadoras ou nas quais acreditam, a maior parte pensa única e exclusivamente no lucro fácil e imediato. E é nesta maior parte que reside um grande problema. Começam por querer agradar aos pais de uma forma descontrolada. O horário de permanência das crianças é bastante alargado e algumas instituições até funcionam ao sábado. Funcionam o ano todo sem qualquer tipo de interrupção.
A escola como instituição, é determinante nas várias etapas da vida de uma criança, com as experiências que oferece, favorecendo-lhe o desenvolvimento social, cognitivo, afectivo e psicomotor. No entanto, a família não pode nem deve deixar de desempenhar o seu papel educativo e de modelo importante que é, passando essas tarefas única e exclusivamente para a responsabilidade da escola e dos professores. Devem existir pausas em determinados momentos e os pais devem estar mais perto dos seus filhos.
Tudo isto para dizer que hoje quando fui à Costa apanhar um pouco de sol, deparei-me com um cartaz publicitário que à primeira vista dizia “O Sossego da Mama” e logo pensei tratar-se de uma nova marca de sutiãs. Mas lendo melhor reparei no til em cima do “a”e a frase era : “O Sossego da Mamã”, o nome de um infantário. Afinal comecei a pensar e existe uma forte relação entre “O Sossego da Mama” e “O Sossego da Mamã. É que se a mãe está sossegada, bem quieta, o seu seio (mama) também está. Este nome de infantário revela que o mais importante é a mãe estar sossegada, não ter qualquer tipo de ralação com o seu filho. Todo o processo educativo da criança é da responsabilidade do jardim-de-infância. Depois tem a vertente machista. Porque não “O Sossego dos Papás”? O nome diz que só a mamã é que fica sossegada, porque é a ela que cabe a educação do seu filho. O homem tem de ir para o futebol ou então ir para o café beber cerveja. O próprio nome sossego é limitativo, implica inacção. Este Jardim de Infância pode ser o melhor do mundo, mas pelo nome, eu vejo uma casa onde se guardam muitas crianças a quem se pede que estejam sempre sossegadinhas.
Será que falta criatividade aos donos dos jardins de infância para colocarem nomes apetecíveis a estas instituições, ou será que o nome é um reflexo da pedagogia por cada um utilizada? Vejam os nomes de alguns jardins de infância que eu encontrei no google só na zona da grande Lisboa:
“ O Ninho Maternal” este deve ser só para as mães, todas a fazerem renda lá dentro e a conversarem sobre a vida dos outros. “Rosa Azul da Fonte Santa” parece mais um filme do Manuel de Oliveira para quem tem insónias.”Creche do Menino Jesus” e as cabrinhas, os burros a Nossa Senhora onde estão? “O Soninho do Bébé” Vai filho, dorme e tá calado. “O Cantinho do Amor” isto não é mais um filme da Ciciolina? “Fonte do Miminho” dou-te miminhos e o resto aprende sozinho. “O Jardim da Lili” da de Caneças ou da tia Bábá, Pilita ou Cócó? “ As Segundas Mamãs” mas estas não eram as madrastas da Branca de Neve? “O Cantinho do Céu” Pronto e no final matam as crianças todas e mandam-nas para o céu.

terça-feira, abril 11, 2006

Canção do Engate

































Tu estás livre e eu estou livre
E há uma noite para passar
Porque não vamos unidos
Porque não vamos ficar
Na aventura dos sentidos

Tu estás só e eu mais só estou
Que tu tens o meu olhar
Tens a minha mão aberta
À espera de se fechar
Nessa tua mão deserta

Vem que o amor não é o tempo
Nem é o tempo que o faz
Vem que o amor é o momento
Em que eu me dou
Em que te dás

Tu que buscas companhia
E eu que busco quem quiser
Ser o fim desta energia
Ter um corpo de prazer
Ser o fim de mais um dia

Tu continuas à espera
Do melhor que já não vem
Que a esperança foi encontrada
Antes de ti por alguém
E eu que sou melhor que nada...


António Variações

sábado, abril 08, 2006

Pinto à posta


Em algumas casas ainda se encontram aqueles pratos de barro pintados com frases sábias de proveniência antiga e que muitos continuam a julgá-las certas no tempo. Muitas destas frases vêm das décadas salazaristas com muita dose de machismo à mistura.
Uma das últimas que li dizia: “Cá em casa manda ela e nela mando eu!” Nunca se sabe quem profere esta frase, pois tanto pode ser o amante, como pode ser a amante, o cão ou até mesmo o gato. Sabe-se que como na tropa, há alguém que manda em alguém.
Outra frase que continua a ouvir-se muito e que ainda representa uma vasta aceitação é a que nos diz que: “Entre marido e mulher ninguém mete a colher”. O que quer dizer que o marido pode espancar a mulher, ou o inverso, que ninguém se deve meter.
Um dos senhores muito bem falantes e conhecido por todos, o Sr. Pinto da Costa depois de há dois anos ter agredido a eis mulher, volta a agredir a companheira com quem vivia até há pouco tempo. Não agride sozinho. Segundo a vítima, leva alguns capangas que agridem inclusive uma senhora grávida. Ninguém tem nada a ver com a vida particular do senhor, nem que Maria Elisa tenha visto neste homem o seu príncipe encantado e que tenha estado com ele recentemente em Londres. Incomodativo para mim, é saber que um agressor, de quem a polícia já tem pelo menos duas queixas, continue impávido e sereno a aparecer na televisão como se nada tivesse acontecido.
Os casos de violência doméstica continuam a aumentar no nosso país. São cerca de 10000 as queixas apresentadas na polícia só no último ano. E quem pensa que as vítimas são apenas mulheres, está muito enganado. Será que é muito difícil começarem-se a modificar alguns comportamentos menos próprios?

quinta-feira, abril 06, 2006

Assim vai Portugal


- Afinal o ministro desautorizou o secretário de estado e não vai haver mais redução na taxa de alcoolemia. Quem bebe antes de conduzir, pode ficar descansado, e continuar a beber. Todos ficam contentes, os produtores de vinho, os que bebem e os cangalheiros.
- A partir de agora, acabaram os problemas nos tribunais. As inundações, os tectos a cair, a energia eléctrica por pagar e tantos outros, não vão ser mais falados. Porquê? Porque voltamos a 24 de Abril de 74 e é proibido criticar o que está mal. Foi Alberto Costa quem proibiu.
- Ouvi hoje na TSF que o governo está a pensar aprovar um decreto lei que proíbe o fumo em locais fechados, tais como cafés, restaurantes e outros. Alguém acredita que esta medida vai ser implementada?
-No presente ano lectivo existem cerca de 7000 professores do ensino especial a acompanharem jovens com necessidades educativas especiais. Para o próximo ano inscreveram-se no concurso 6000 professores e o Ministério da Educação(ME) abriu vagas para 2000. Será que o M.E. precisa de apoio educativo a matemática?
-Chove em todo o país mas este governo não deixa de ser uma seca !

terça-feira, abril 04, 2006

O País do copo de 3



Os sinistros nas estradas matam centenas de pessoas por ano em Portugal. Há dois meses o pai de um amigo meu foi vítima de um acidente mortal, quando se encontrava na berma da estrada à espera de um reboque por o seu carro ter avariado. Fez tudo certo, vestiu o colete, colocou o triângulo de sinalização e encontrava-se fora da estrada. Um carro fez uma ultrapassagem indevida, despistou-se e matou-o.
As causas dos acidentes são muitas, mas todas as medidas tomadas pelo legislador no sentido de as minimizar, são bem vindas. Temos de reconhecer que têm vindo a ser tomadas medidas importantes neste sentido. Disso são exemplo, a obrigatoriedade do uso de sinto de segurança para todos os passageiros; as inspecções periódicas aos veiculo; as estradas não estão como noutros países mais desenvolvidos, mas têm vindo a melhorar.
Hoje leio no D.N que o governo tem intenção de alterar a taxa de aloolemia no sangue permitida por lei de 0,49 para 0,19. Leio também que alguns deputados do partido socialista discordam de tal medida. Para mim não é novidade, pois já votaram contra no governo de Guterres. O que eu não sabia é que o PS tem deputados produtores ou ligados ao sector vitivinícula. A história não termina aqui. O Presidente da federação dos vinhos, António Soares Franco em tom de ameaça diz que se o governo mexer na taxa de alcoolemia admitida para a condução, também os produtores se podem atrasar a entregar os impostos. Este senhor não percebeu que o governo não intenciona proibir ninguém de beber vinho e de se embebedar, apenas quer proibir que o condutor beba antes de conduzir. Está provado que os reflexos do condutor diminuem com 0,49% de álcool no sangue.
Se é um hábito o condutor beber o seu copo antes de conduzir, está na altura do governo impedir que o faça. As leis também servem para se corrigirem hábitos que possam colocar em risco a vida de todos. Esta é uma regra para caminharmos na via do desenvolvimento.
Vamos ver se Sócrates é tão determinado como parece.


P.S. O que é feito das minhas companheiras neste blog, a Maria e a Fernanda? Estou com saudades vossas, escrevam!

domingo, abril 02, 2006

Do chamon à coca



As noites do Bairro Alto continuam animadas como sempre. Encontram-se amigos que já não se viam há algum tempo, bebem-se copos de bar em bar intercalados com dois dedos de conversa e encontramos pessoas de todos os estilos. Eu que já não lá ia há uns dois ou três meses observo algumas diferenças. A multidão que se juntava junto ao Portas Largas, desapareceu. Em quanto ali estive a beber um copo, fui abordado três vezes por pessoas diferentes, questionando-me se queria coca. Há uns tempos perguntavam-me se queria chamon. Talvez devido ao facto, segundo li hoje no jornal, de começarem a ser comercializadas pastilhas de canábis, se tenha trocado o axixe pela coca.. Vão ficar nas prateleiras junto às outras pastilhas e servem para relaxar e combater o stress.
Disseram-me que o dono do Portas Largas, morreu, e que o ambiente ficou mais pesado, muita droga. Há uma coisa que eu não entendo, se aquele sitio é agora frequentado por traficantes, onde anda a nossa polícia? Será que não bastavam alguns agentes da psp sem farda, para depressa acabar com este ambiente pesado?

sábado, abril 01, 2006

Kiss me



Kiss Me é o primeiro romance de Vicente Alves do Ó. A apresentação da obra foi feita pelo realizador António Pedro de Vasconcelos, esta semana na livraria Bulhosa em Lisboa.
O livro retrata a história de uma mulher, Laura, que nos anos 60 ousa enfrentar toda uma sociedade cheia de falsos moralismos. Vicente revela nesta apresentação, que está a realizar outra curta metragem e que espera em breve ver aprovado o seu projecto para uma longa metragem.
Para já, Kiss Me