erva daninha a alastrar

quinta-feira, dezembro 20, 2007

A nossa terra




Primeiro uma, depois outra, a seguir mais uma e ao longo do dia muitas mais. O homem do rés-do-chão ao lado da minha casa, no Barreiro, faz questão de mandar todas as pontas de cigarro que fuma à janela, para a base de uma árvore à sua frente.
Um parque de estacionamento ao lado da minha casa, está a ser construído há uns 4 meses. Umas vezes trabalham nele, mas a maior parte do tempo, está abandonado e nem se vislumbram datas para a sua conclusão. As luzes de natal que dantes se colocavam nas ruas, este ano não existem.
Eu, já pareço aqueles emigrantes franceses que chegam a Portugal em Agosto e falam mal do seu país, dizendo que tudo na França é bom e que aqui nada presta.
Quando se vive numa região como a Madeira, em que as ruas estão limpas, em que ninguém deita lixo no chão e onde o ordenamento do território funciona, em que as luzes brilham em cada rua, sente-se realmente que algo vai mal neste rectângulo à beira mar plantado.

quinta-feira, dezembro 13, 2007

Director Socrates


Ontem José Socrates, anunciou em primeira-mão, que as escolas vão (RE)começar a ser geridas por directores. Volta-se ao tempo do antigamente em que a cabeça de uma pessoa, pensa melhor do que a de 5. A democracia para o Hugo Chaves português (sim, porque não vejo a diferença entre o presidente venezuelano se querer candidatar quando quiser, e o Sócrates que também o pode fazer), mas como dizia, a gestão democrática das escolas vai ficar mais pobre. Estes senhores estão a afundar a educação. Fazem passar a mensagem que quanto mais tempo uma criança estiver na escola, mais aprende. Ideia mais errada, pois as vivências são fundamentais para o desenvolvimento de um ser em crescimento. A responsabilidade dos pais na educação dos seus filhos, fica diminuída e a figura de modelo tão importante, acaba por se esvaziar, pois vai ser unicamente à escola que esta responsabilidade é exigida. O modo como se facilita no programa das novas oportunidades, vai servir única e exclusivamente às estatísticas, para a ministra mostrar o quanto se evoluiu no desempenho escolar, mas no fundo, trata-se de uma fraude legalizada.
A ideia da escola inclusiva em que fomos pioneiros na Europa e até mesmo no mundo, acaba por morrer e desaparecer com a pouca vergonha da falta de professores especializados colocados, não atendendo às necessidades dos alunos. As construções dos tais centros educativos onde querem juntar todos os alunos portadores de deficiência, em nada os inclui, antes pelo contrário os segrega. E vamos assistir durante mais dois anos à destruição do que levou tanto tempo a construir? Tenham vergonha na cara. Vão ficar na história como o maior desastre pedagógico do século. Por mim, ficariam bem melhor na história de uma parede de casa de banho.

sábado, dezembro 01, 2007

GREVE